Renan Filho condiciona gestão da folha de servidores a bancos sem escândalos e cobra exclusão do BRB em Maceió

O senador Renan Filho (MDB) anunciou nesta segunda-feira (1º) que, se eleito governador de Alagoas, não permitirá que bancos envolvidos em escândalos administrem os recursos dos servidores estaduais. Ao lançar o que chamou de seu primeiro compromisso de campanha, o senador citou o Banco Master e pediu ao prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha (Podemos), que reavalie a exclusão do BRB (Banco de Brasília) da folha de pagamento dos servidores municipais. A declaração ocorre em meio a um cenário político local marcado por disputas entre as principais lideranças do estado, onde a gestão dos salários públicos se tornou um tema central de debate.

A proposta de Renan Filho visa impedir que instituições financeiras com histórico de irregularidades tenham acesso direto aos vencimentos dos funcionários públicos, medida que, segundo ele, garantiria maior transparência e segurança aos cofres estaduais. O senador destacou que a medida é uma resposta a escândalos recentes envolvendo o Banco Master, que teria sido alvo de investigações por práticas questionáveis. A cobrança ao prefeito Rodrigo Cunha ocorre em um momento em que a administração municipal de Maceió enfrenta pressões para revisar contratos e fortalecer a governança fiscal.

O anúncio de Renan Filho insere-se em um contexto mais amplo de embates políticos em Alagoas, onde as eleições de 2026 já começam a moldar alianças e discursos. A gestão da folha de pagamento dos servidores, que movimenta milhões de reais anualmente, tornou-se um ponto sensível, especialmente após denúncias de favorecimento a bancos com vínculos controversos. A postura do senador, que busca retornar ao governo estadual, contrasta com a atual administração municipal, liderada por Rodrigo Cunha, que mantém contrato com o BRB e o Banco Master.

Especialistas em finanças públicas apontam que a escolha dos bancos responsáveis pela folha de pagamento impacta diretamente a eficiência e a confiança no sistema, além de influenciar a arrecadação de taxas e a oferta de crédito consignado. A pressão de Renan Filho por uma revisão dos contratos em Maceió reflete uma tendência nacional de maior escrutínio sobre parcerias público-privadas, especialmente em um ano pré-eleitoral. Enquanto isso, a prefeitura de Maceió ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido, mas a cobrança já gera reações entre aliados e opositores.

O debate sobre a exclusão do BRB da folha dos servidores de Maceió ganha relevância em um momento em que o estado de Alagoas busca consolidar sua recuperação fiscal e atrair investimentos. A posição de Renan Filho, que já foi governador entre 2015 e 2022, é vista como uma tentativa de capitalizar politicamente o desgaste de adversários, ao mesmo tempo em que propõe uma agenda de transparência. A repercussão do anúncio deve se intensificar nos próximos dias, com possíveis desdobramentos nas relações entre os poderes Executivo e Legislativo locais.

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