Meta planeja captação bilionária após Google levantar US$ 85 bilhões em oferta histórica de ações

A Meta está considerando captar dezenas de bilhões de dólares em uma oferta de ações enquanto busca novas fontes de capital para financiar as vastas ambições de Mark Zuckerberg em IA (inteligência artificial), após o lançamento da operação recorde de US$ 85 bilhões (R$ 435,5 bilhões) em ações do Google nesta semana, conforme apurou a reportagem.

A movimentação da Meta ocorre em um momento de intensa competição no setor de tecnologia, onde gigantes como Alphabet, controladora do Google, e Microsoft têm elevado seus gastos em infraestrutura de IA. A captação recorde do Google, anunciada na última segunda-feira (4), foi a maior da história do mercado de capitais, superando a oferta de US$ 80 bilhões da AT&T em 2000. O montante será destinado a data centers, chips especializados e pesquisa em modelos de linguagem.

A decisão da Meta de seguir caminho semelhante reflete a pressão por retornos rápidos em um setor que exige investimentos bilionários. Segundo analistas, a empresa de Zuckerberg precisa demonstrar aos investidores que conseguirá monetizar suas aplicações de IA, como assistentes virtuais e ferramentas de publicidade automatizada, antes que a concorrência consolide vantagem. A oferta de ações da Meta, se confirmada, pode chegar a valores entre US$ 50 bilhões e US$ 70 bilhões, segundo fontes próximas às negociações.

O movimento também ocorre em meio a um cenário de juros elevados nos Estados Unidos, o que torna o financiamento via dívida menos atrativo. A opção pela emissão de ações, embora dilua o valor para acionistas existentes, permite à Meta captar recursos sem aumentar seu endividamento. A empresa já havia sinalizado, em seu último balanço trimestral, que os gastos de capital em 2026 podem superar US$ 100 bilhões, impulsionados pela corrida da IA.

Especialistas apontam que a estratégia de captação das big techs pode redefinir o mercado de capitais global, com ofertas de grande porte se tornando mais frequentes. Enquanto isso, reguladores nos EUA e na Europa observam com atenção o poder de fogo dessas empresas, que já dominam setores como publicidade digital e computação em nuvem. A Meta, que enfrenta investigações antitruste em várias jurisdições, pode usar os recursos para acelerar aquisições e parcerias, ampliando ainda mais sua influência.

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