Copa do Mundo pode gerar perda de US$ 17 bilhões em produtividade global, aponta pesquisa

No momento em que a Copa do Mundo está prestes a dominar as conversas, os empregadores podem ter problemas para manter os funcionários concentrados durante a competição — e até mesmo para levá-los ao trabalho presencial, sugere pesquisa da UKG, que estima que o Mundial, que vai desta quinta (11) a 19 de julho, pode custar aos empregadores globais cerca de US$ 17 bilhões (R$ 85 bilhões) em perda de produtividade, com 37% dos trabalhadores planejando ajustar seus horários por causa dos jogos.

O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (9), aponta que o impacto econômico da competição vai além do entretenimento, afetando diretamente o mercado de trabalho. A UKG, empresa especializada em gestão de capital humano, entrevistou milhares de trabalhadores em diferentes países e constatou que a Copa do Mundo altera significativamente a rotina laboral, com muitos funcionários buscando formas de acompanhar as partidas, seja por meio de folgas não programadas, pausas prolongadas ou até mesmo faltas não justificadas.

O cenário reflete um desafio para empregadores de diversos setores, especialmente em países com forte tradição futebolística, como Brasil, Argentina e Alemanha. A pesquisa indica que, além da perda de produtividade, há um aumento no absenteísmo e na desconcentração durante o expediente. A UKG destaca que os custos estimados de US$ 17 bilhões consideram fatores como horas não trabalhadas, atrasos e menor eficiência nas tarefas.

No contexto político e econômico global, a Copa do Mundo ocorre em um momento de incertezas, com inflação elevada em várias economias e tensões comerciais entre potências como Estados Unidos e China. A perda de produtividade pode agravar desafios já existentes, como a recuperação pós-pandemia e a busca por maior eficiência no trabalho remoto e híbrido. Especialistas apontam que empresas precisam se adaptar, oferecendo flexibilidade de horários ou criando espaços para acompanhamento dos jogos, como forma de mitigar os impactos.

A UKG também alerta que a situação pode ser mais grave em setores como serviços, varejo e manufatura, onde a presença física é essencial. A pesquisa sugere que, embora a Copa do Mundo seja um evento de curto prazo, seus efeitos na produtividade podem reverberar por semanas, especialmente se houver jogos decisivos para seleções locais. A recomendação é que empregadores dialoguem com equipes para alinhar expectativas e evitar conflitos, enquanto os trabalhadores buscam equilibrar o entusiasmo pelo esporte com as responsabilidades profissionais.

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