Eleitores Independentes Podem Decidir a Eleição de 2026, Aponta Pesquisa Quaest

Uma das principais movimentações captadas pela pesquisa Quaest de junho, divulgada nesta quarta-feira (10), ocorreu entre os chamados eleitores independentes — aqueles que não se identificam como lulistas, bolsonaristas, de esquerda nem de direita. Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, esse grupo, que corresponde a 32% do eleitorado brasileiro, “trocou Flávio por Lula” e pode decidir a disputa presidencial de 2026. Entre maio e junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesse segmento e abriu uma vantagem de 13 pontos percentuais na simulação de segundo turno.

Os independentes são os eleitores que não se consideram nem de direita, nem de esquerda, nem bolsonaristas, nem lulistas. Segundo a Quaest, esse grupo representa 32% do eleitorado brasileiro. Ao analisar a composição do eleitorado, a consultoria conclui que os independentes têm potencial para decidir a eleição, pois os dois principais campos políticos aparecem empatados em tamanho: 33% dos eleitores se definem como lulista (19%) ou de esquerda não lulista (14%); outros 33% se definem como bolsonarista (12%) ou de direita não bolsonarista (21%). Nesse cenário, os independentes funcionam como um grupo decisivo para desempatar a disputa entre os dois polos.

“Esses independentes pragmáticos são menos ideológicos. Para eles, democracia é muito importante, assim como segurança pública, corrupção e desburocratização”, afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes. Dados da pesquisa mostram que, entre os eleitores independentes, 28% dizem votar em Lula no primeiro turno, enquanto 14% preferem Flávio Bolsonaro. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), com 4% cada; Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP), com 2%; e Joaquim Barbosa (DC), com 1%. Entre os independentes, 19% se declaram indecisos. Outros 18% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo, ou que não devem comparecer às urnas.

Já no segundo turno, houve uma mudança importante em relação ao levantamento de maio. Entre os eleitores independentes, Lula abriu vantagem de 13 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro, revertendo o cenário anterior. A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.

O panorama político geral indica que a disputa presidencial de 2026 está cada vez mais acirrada, com os independentes emergindo como um fator crucial. Enquanto Lula e Flávio Bolsonaro consolidam suas bases, a capacidade de atrair esse eleitorado pragmático pode definir o resultado final. A pesquisa também reforça a importância de temas como democracia, segurança pública e combate à corrupção na agenda dos candidatos, que precisam dialogar com um eleitorado menos ideológico e mais focado em resultados concretos.

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