Fundador da Petz defende flexibilidade total na jornada de trabalho e critica modelo 5×2 como entrave ao desenvolvimento do país

Sergio Zimerman, fundador da Petz, uma das maiores redes de pet shops do Brasil, afirmou que a escala de trabalho 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de descanso) com limite de horas fixas leva o país ao atraso. Em declaração publicada pela Folha de S.Paulo em 17 de junho de 2026, Zimerman defendeu que a definição da jornada de trabalho deve atender à vontade individual de empregados e empregadores, seja no modelo formal, com carteira assinada, ou em contratações mais flexíveis.

A declaração de Sergio Zimerman ocorre em meio a um debate nacional sobre a reforma trabalhista e a flexibilização das relações de trabalho. O empresário argumenta que o modelo atual, com jornada fixa de 44 horas semanais e escala 5×2, engessa a produtividade e impede que trabalhadores e empresas negociem acordos mais adequados às suas realidades. Para Zimerman, a rigidez do sistema é um dos fatores que contribuem para o baixo crescimento econômico e a falta de competitividade do Brasil no cenário global.

A posição do fundador da Petz ecoa um movimento crescente entre empresários e economistas que defendem maior liberdade na negociação de jornadas, incluindo a possibilidade de escalas alternativas, como 4×3 ou 6×1, e a redução do limite de horas extras. No entanto, críticos apontam que a flexibilização sem proteções adequadas pode levar à precarização do trabalho, com jornadas exaustivas e salários reduzidos. Sindicatos e centrais sindicais têm se posicionado contra mudanças que fragilizem a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O debate ganha força em um momento em que o governo federal discute novas propostas de modernização trabalhista, com foco em acordos coletivos e individuais. Enquanto isso, o mercado de trabalho brasileiro enfrenta desafios como a alta informalidade, o desemprego estrutural e a baixa produtividade. A fala de Sergio Zimerman reforça a necessidade de um diálogo amplo entre empregadores, trabalhadores e o poder público para encontrar soluções que conciliem eficiência econômica e direitos sociais.

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