O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta quinta-feira (26), uma operação contra uma quadrilha especializada na venda de suplementos alimentares falsificados pela internet. Ao todo, 14 pessoas foram denunciadas por integrar o esquema criminoso, que utilizava imagens de marcas conhecidas para atrair compradores e lucrar com produtos adulterados, colocando em risco a saúde dos consumidores.
A investigação, conduzida pela Força-Tarefa de Combate a Crimes Cibernéticos do MPRJ, revelou que o grupo operava de forma estruturada, com divisão de tarefas que incluía a produção de embalagens falsas, a criação de anúncios em plataformas digitais e a logística de entrega dos produtos. Os suplementos, que simulavam marcas renomadas no mercado de nutrição esportiva, eram vendidos a preços competitivos, mas não passavam por qualquer controle de qualidade ou registro sanitário.
De acordo com o promotor de Justiça responsável pelo caso, os criminosos aproveitavam a alta demanda por suplementos alimentares no Brasil, especialmente entre praticantes de atividades físicas, para aplicar o golpe. “Eles usavam fotos e logotipos de marcas legítimas para dar credibilidade aos anúncios, mas os produtos eram fabricados em condições precárias, sem qualquer garantia de segurança”, explicou o promotor, que preferiu não ter o nome divulgado.
A operação, batizada de ‘Falso Suplemento’, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos denunciados, nos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias e Nova Iguaçu. Durante as ações, foram apreendidos computadores, celulares, documentos e amostras dos produtos falsificados, que serão analisados para identificar possíveis substâncias nocivas à saúde.
O esquema, que movimentou valores estimados em R$ 2 milhões nos últimos dois anos, segundo as investigações, expõe uma lacuna na fiscalização do comércio eletrônico de suplementos. Especialistas em direito do consumidor alertam que a venda de produtos falsificados na internet cresce de forma alarmante, impulsionada pela falta de regulamentação específica e pela dificuldade de rastrear os vendedores.
O MPRJ reforça que os consumidores devem verificar a procedência dos suplementos antes de comprar, priorizando lojas oficiais e sites com certificação de segurança. A denúncia contra os 14 envolvidos foi aceita pela Justiça do Rio de Janeiro, e os acusados poderão responder por crimes como associação criminosa, falsificação de produtos e estelionato. As penas, se condenados, podem chegar a até 10 anos de prisão.
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