A história de Edson Almeida Nunes, 68 anos, é um retrato da fragilidade do sistema de identificação no Brasil. Ele passou oito anos em uma Instituição de Longa Permanência (ILP) em Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas, sem que ninguém soubesse quem era. Sem documentos e sem memória, foi registrado como ‘José da Silva’ pela instituição.
A verdadeira identidade só veio à tona após um trabalho de investigação social que cruzou dados e localizou a família em Brasília. O idoso, na verdade, é filho de Guiomar Souza Nunes e Manoel Almeida Nunes, e estava desaparecido desde 2016. A família, que o procurava há anos, foi comunicada pela assistência social.
O caso levanta questionamentos sobre a eficácia dos mecanismos de busca por pessoas desaparecidas e a burocracia que muitas vezes impede a localização de indivíduos em situação de vulnerabilidade. A ILP, por sua vez, alega que seguiu os protocolos ao acolher o idoso sem identificação.
Agora, a família de Edson se prepara para trazê-lo de volta a Brasília, onde ele poderá reencontrar parentes e retomar, aos poucos, a história que o tempo e o esquecimento apagaram. O próximo passo é garantir que ele receba acompanhamento médico e psicológico adequado.
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