O governo federal anuncia para esta quarta-feira (24) a aprovação do aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de 27% para 32%. A medida, confirmada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, repercute diretamente em Alagoas, maior produtor de cana-de-açúcar do Nordeste.
Para o setor sucroenergético alagoano, a decisão representa um fôlego extra. Com mais etanol na gasolina, a demanda pelo combustível renovável cresce, e usinas locais podem ampliar produção e gerar mais empregos na safra. O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar-AL) já sinalizou apoio à medida.
Políticos alagoanos também reagiram. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) classificou o aumento como “acerto do governo Lula” e destacou o impacto positivo na economia do estado. Já o deputado federal Rafael Brito (MDB-AL) ironizou críticas de setores que chamam a medida de “intervencionista”.
Na prática, a mudança eleva o teor de etanol na gasolina comum, o que pode reduzir levemente a autonomia dos veículos, mas compensa com menor emissão de poluentes. Para Alagoas, o próximo passo é garantir que a produção local atenda à demanda extra sem pressionar preços ao consumidor.
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