Judiciário de Alagoas entra de plantão e pausa processos até julho; só urgências serão atendidas

A partir desta segunda-feira (22), o Poder Judiciário de Alagoas reduz a marcha e entra em regime de plantão, graças ao recesso forense. Quem esperava resolver aquela pendência judicial terá que esperar: as atividades normais só retornam em 1º de julho. Enquanto isso, apenas demandas urgentes — como habeas corpus e medidas protetivas — serão analisadas.

No Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), o plantão ficará a cargo de magistrados de plantão, que vão tocar o que não pode esperar. A medida segue o calendário nacional e, ironicamente, ocorre em meio a um cenário de recorde de violência doméstica no país, como mostra o Plantão Judiciário do Rio, que já atende medidas protetivas em ritmo acelerado.

Para os advogados e partes, a pausa nos prazos processuais é um respiro — ou um freio, dependendo do lado do balcão. O recesso, que se estende por pouco mais de uma semana, não impede, porém, que o Judiciário alagoano se prepare para o segundo semestre, quando a pauta promete esquentar com casos de grande repercussão, como o Caso Master, que pode render novas delações.

A expectativa é que, com o retorno das atividades em julho, o TJAL retome o ritmo normal de julgamentos e audiências. Até lá, o plantão garante que a Justiça não tira férias completas — só dá uma cochilada estratégica.

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