A disputa pela vaga ao Senado em Alagoas ganhou novos contornos nas últimas semanas, com o avanço da pré-candidatura de Renan Filho (MDB) no interior do estado, enquanto o prefeito de Maceió, JHC (PL), passou a questionar publicamente o legado do ex-governador. O movimento, registrado pela Gazeta de Alagoas, revela uma polarização crescente que envolve não apenas os dois nomes, mas também articulações de partidos como o MDB, o PL e o PP, além de lideranças regionais que buscam consolidar alianças para 2026.
Renan Filho, que já foi governador de Alagoas por dois mandatos (2015-2022) e atualmente é ministro dos Transportes do governo Lula, tem percorrido municípios do interior para fortalecer sua base. Em cidades como Porto Calvo, Pilar e União dos Palmares, o emedebista recebeu apoio de prefeitos e vereadores, conforme noticiado pelo portal República do Povo. A estratégia do MDB é capitalizar o capital político construído por Renan Filho durante sua gestão estadual, marcada por investimentos em infraestrutura e educação, para consolidar vantagem eleitoral. No entanto, a ofensiva no interior não ocorre sem resistência.
Críticas de JHC e o contraponto urbano
JHC, que comanda a capital alagoana desde 2021 e é um dos principais nomes do PL no estado, tem usado suas redes sociais e entrevistas para questionar o legado de Renan Filho. O prefeito aponta que, apesar dos avanços, o ex-governador deixou problemas estruturais, como a crise hídrica em regiões do semiárido e a lentidão em obras de mobilidade urbana. A crítica de JHC reflete uma tentativa de desgastar a imagem de Renan Filho justamente no interior, onde o emedebista busca se fortalecer. A disputa, portanto, não se limita a um embate entre dois políticos, mas expõe uma divisão entre a capital e o interior, com o PL tentando ampliar sua presença fora de Maceió.
Enquanto isso, o cenário político alagoano se complexifica com a entrada de outros pré-candidatos ao Senado. Arthur Lira (PP), presidente da Câmara dos Deputados, também articula sua candidatura, com apoio de prefeitos do interior, como o de Pilar, que reafirmou apoio ao deputado. Já Davi Davino Filho (sem partido definido) lançou sua pré-candidatura, prometendo uma campanha focada em renovação política. A multiplicidade de nomes indica que a eleição para o Senado em Alagoas será uma das mais disputadas dos últimos anos, com impacto direto na correlação de forças no Congresso Nacional.
O MDB, por sua vez, aposta na capilaridade de Renan Filho e na máquina do governo federal para manter a vantagem. O partido já articula alianças com legendas como o PT e o PSB, enquanto o PL busca unir a direita em torno de JHC. A indefinição sobre o apoio do governador Paulo Dantas (MDB) também é um fator de peso, já que ele pode influenciar a base governista no estado. A tendência é que a campanha se intensifique nos próximos meses, com debates sobre gestão pública, transparência e desenvolvimento regional.
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