Aliados do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, avaliam que o silêncio é a melhor estratégia diante da crise política que atinge o senador Jaques Wagner após a operação da Polícia Federal sobre o Banco Master. A avaliação interna do grupo de Neto é que explorar o caso poderia expor ligações anteriores do próprio grupo político com a instituição financeira agora sob investigação, o que tornaria o ataque contraproducente. A operação da PF, deflagrada na última semana, mira supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e atinge diretamente aliados do senador petista, gerando um cenário de instabilidade no campo político da Bahia.
O silêncio calculado de ACM Neto contrasta com a postura habitual de oposição ao governo do estado, liderado pelo PT. Nos bastidores, aliados do ex-prefeito reconhecem que qualquer movimento para capitalizar politicamente a crise poderia trazer à tona relações passadas do grupo carlista com o Banco Master, incluindo financiamentos de campanhas e parcerias institucionais. A estratégia, portanto, é aguardar o desenrolar das investigações sem se envolver diretamente no debate público sobre o caso.
Panorama político e impactos regionais
A operação da PF sobre o Banco Master ocorre em um momento de acirramento da disputa política na Bahia, onde ACM Neto e Jaques Wagner representam polos opostos. Enquanto o senador petista enfrenta desgaste com a investigação, o ex-prefeito busca preservar sua imagem para as eleições de 2026. No entanto, a decisão de não explorar a crise revela a complexidade das alianças e dos vínculos financeiros que atravessam os partidos, mostrando que o caso pode ter repercussões para além do PT.
Especialistas em ciência política apontam que o silêncio de ACM Neto pode ser interpretado como uma tentativa de evitar que o foco se volte para o próprio grupo, que mantém relações históricas com o sistema financeiro baiano. A operação da PF, que ainda está em fase inicial, pode trazer novos desdobramentos nos próximos dias, e a postura de Neto sinaliza uma cautela incomum em um cenário de crise política. Enquanto isso, Jaques Wagner e seus aliados tentam minimizar os efeitos da investigação, mas o caso já domina as discussões nos corredores da Assembleia Legislativa da Bahia.
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