O Colégio Zuleide Constantino, em Jaboatão dos Guararapes (PE), foi palco de um momento que transcendeu o tradicional clima junino. Durante a apresentação da quadrilha da escola, um aluno com deficiência visual participou da coreografia ao lado dos colegas, arrancando aplausos e lágrimas da plateia. O caso, que viralizou nas redes sociais, reacende o debate sobre a efetividade das políticas de inclusão nas instituições de ensino.
Enquanto muitos discursam sobre acessibilidade, a escola mostrou que é possível colocá-la em prática. O estudante, que não teve o nome divulgado, dançou com desenvoltura, guiado pelos colegas e pelo ritmo da música. A cena, capturada em vídeos, contrasta com a realidade de milhares de alunos com deficiência que ainda enfrentam barreiras nas salas de aula brasileiras.
Em Alagoas, a situação não é diferente. Enquanto o governo estadual anuncia programas de inclusão, escolas como a Zuleide Constantino dão o exemplo de que a mudança começa no chão da sala de aula. A pergunta que fica é: quando a teoria vai se transformar em prática por aqui?
O próximo passo esperado é que o caso sirva de inspiração para outras unidades de ensino. Enquanto isso, o aluno anônimo de Jaboatão já virou símbolo de que a inclusão, quando levada a sério, emociona e transforma.
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