A sucessão no comando do Congresso Nacional já esquenta os ânimos em Brasília. O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ampliam divergências públicas e nos bastidores, cada um tentando se cacifar para o posto mais alto do Legislativo. A disputa, que parecia adormecida, ganhou novos capítulos nas últimas semanas.
Motta, que conta com o apoio de parte da Câmara e do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), critica abertamente a articulação de Alcolumbre no Senado. Já o senador amapaense, que já presidiu o Congresso entre 2019 e 2021, ironiza a pressa do colega e lembra que “o cargo não se conquista com barulho, mas com votos”. A troca de farpas expõe a fragilidade da aliança entre as duas Casas.
Enquanto isso, em Alagoas, a movimentação reflete diretamente no cenário local. O prefeito de Pilar, Fábio Farias, reafirmou apoio a Arthur Lira ao Senado em 2026, em meio a articulações que reconfiguram o tabuleiro eleitoral. A aliança com Lira fortalece o grupo do presidente da Câmara, que busca manter influência mesmo após deixar o cargo.
A expectativa é que a briga se intensifique nas próximas semanas, com ambos os lados tentando angariar apoios regionais. Para analistas, o desfecho pode redefinir o equilíbrio de forças no Congresso e impactar diretamente a pauta de votações em 2025.
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