O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou nesta quarta-feira (19) o apoio do ex-deputado Antônio Albuquerque à sua pré-candidatura ao governo de Alagoas, em um movimento que amplia a base aliada e expõe as fissuras na oposição local. A adesão de Albuquerque, que em 2022 chamou uma promessa de campanha de Renan Filho de “placa que caiu”, representa uma reviravolta política significativa e fortalece a aliança de dez partidos que sustenta a candidatura do ministro licenciado.
Antônio Albuquerque, que já foi um crítico ferrenho do grupo político liderado por Renan Filho, agora integra a base do MDB para as eleições de 2026. A mudança de lado ocorre em um contexto de indefinição na oposição, especialmente em relação à candidatura do prefeito de Maceió, JHC, que ainda não definiu se disputará o governo estadual. A indefinição de JHC tem gerado desgaste e rachado a base aliada, abrindo espaço para que antigos adversários se aproximem do grupo de Renan Filho.
Aliança de dez partidos e o fortalecimento da pré-candidatura
Com o apoio de Antônio Albuquerque, a pré-candidatura de Renan Filho ao governo de Alagoas ganha mais um reforço em uma coligação que já reúne dez partidos. A aliança, que inclui legendas como MDB, PT, PSB e PCdoB, busca consolidar uma frente ampla para enfrentar a oposição nas urnas. O movimento é visto como uma estratégia para isolar o grupo de JHC e de outros potenciais adversários, como o senador Rodrigo Cunha (Podemos) e o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).
A adesão de Albuquerque, que foi deputado estadual por quatro mandatos e tem base eleitoral no sertão alagoano, é considerada estratégica para ampliar a capilaridade da campanha de Renan Filho no interior do estado. O ex-deputado, que em 2022 apoiou a candidatura de Paulo Dantas (MDB) ao governo, agora se alinha ao grupo de Renan Filho, que busca retornar ao comando do estado após ter sido governador entre 2015 e 2022.
Panorama político geral e impactos na sucessão estadual
A movimentação de Antônio Albuquerque ocorre em um momento de intensa articulação política em Alagoas, com a sucessão estadual de 2026 já em curso. A indefinição de JHC sobre sua candidatura majoritária tem gerado desgaste na base aliada do prefeito, que enfrenta pressão de setores do centrão e da oposição para definir seu futuro político. Enquanto isso, Renan Filho consolida sua posição como favorito nas pesquisas, com a vantagem de ter sido governador bem avaliado e de contar com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A aliança de dez partidos fortalece a candidatura de Renan Filho, mas também expõe as contradições da política alagoana, onde antigos adversários se tornam aliados em nome da governabilidade. A adesão de Albuquerque, que já foi um crítico ferrenho do grupo Renan, é um exemplo claro dessa dinâmica. Para os analistas políticos, o movimento indica que a oposição ainda não conseguiu apresentar uma alternativa viável ao projeto de poder do MDB em Alagoas.
Com o apoio de Antônio Albuquerque, Renan Filho amplia sua base e se prepara para uma campanha que promete ser polarizada, mas que, por enquanto, não tem um adversário definido. A indefinição de JHC e a fragmentação da oposição podem facilitar o caminho do ministro licenciado, que já articula com prefeitos e lideranças regionais para consolidar sua pré-candidatura. O cenário, no entanto, ainda pode mudar, especialmente se a oposição conseguir unificar em torno de um nome competitivo.
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