A verdade e a percepção foram sempre irmãs desavindas, e, de vez em quando, alinham e entendem-se, mas a maior parte das vezes cada uma anda para seu lado. É o que aponta a colunista Mafalda Anjos, em artigo publicado no portal Folha de S.Paulo no dia 21 de junho de 2026. Segundo a análise, tendemos, individualmente e como sociedade, a enganar-nos e a iludir-nos, e, apesar das evidências nos contrariarem — como demonstram estudos sobre os limites da checagem de fatos, citados pela colunista —, insistimos em estar errados sobre muita coisa.
O texto, intitulado “6 vieses que alimentam percepções erradas”, explora como mecanismos psicológicos e sociais distorcem a compreensão da realidade, impactando desde escolhas cotidianas até o debate público. A colunista destaca que, mesmo diante de dados objetivos, a mente humana tende a privilegiar informações que confirmam crenças pré-existentes, ignorar evidências contrárias e superestimar a própria capacidade de julgamento. Esse fenômeno, conhecido como viés de confirmação, é apenas um dos seis vieses listados, que incluem também o viés de disponibilidade, o viés de ancoragem, o viés de grupo, o viés de retrospectiva e o viés de excesso de confiança.
Impactos no debate público e na política
No contexto brasileiro, a análise ganha relevância diante do cenário político polarizado e da proliferação de desinformação. A colunista Mafalda Anjos ressalta que a checagem de fatos, embora tenha limitações, é uma ferramenta importante contra fake news, conforme apontam estudos mencionados no artigo. No entanto, os vieses cognitivos dificultam a correção de percepções erradas, mesmo quando as evidências são claras. Isso afeta desde a avaliação de políticas públicas até a formação de opinião sobre candidatos e partidos, alimentando um ciclo de desconfiança e radicalização.
O artigo também aborda como esses vieses se manifestam em diferentes esferas da sociedade, como no consumo de mídia, na tomada de decisões financeiras e na interação em redes sociais. A colunista sugere que a conscientização sobre esses mecanismos é o primeiro passo para mitigar seus efeitos, mas alerta que a correção de percepções erradas exige esforço contínuo e exposição a fontes diversas e confiáveis.
Para acessar o conteúdo completo, o leitor pode seguir o link disponível na publicação original: Leia mais (06/21/2026 – 20h09). A análise de Mafalda Anjos reforça a necessidade de um olhar crítico sobre como processamos informações, especialmente em tempos de crise de credibilidade das instituições e de intensa circulação de conteúdos não verificados.
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