O meio-campista Lucas Paquetá, do West Ham, expressou entusiasmo com o retorno de Neymar à Seleção Brasileira, em declaração publicada nesta quinta-feira (26) pelo portal FrancesNews. O jogador, peça-chave no esquema do técnico Ramon Menezes, não descartou a hipótese de substituir Raphinha na equipe titular, sinalizando uma possível reconfiguração tática para os próximos compromissos das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
“Ficamos muito felizes com a volta do Neymar. Ele é um jogador que faz a diferença, e ter ele de volta eleva o nível de todo o grupo”, afirmou Paquetá, em entrevista ao veículo. O meia destacou que a presença do atacante do Al-Hilal, recuperado de lesão, traz não apenas qualidade técnica, mas também experiência e liderança ao vestiário. A declaração ocorre em um momento de transição na seleção, que busca consolidar um estilo de jogo após a saída de Tite e a efetivação de Ramon Menezes.
A possibilidade de Paquetá ocupar a vaga de Raphinha, titular na ponta direita, reflete a versatilidade do elenco e as opções táticas do treinador. Enquanto Raphinha, do Barcelona, tem sido um dos destaques nas últimas partidas, com assistências e gols decisivos, Paquetá pode atuar tanto como meia central quanto aberto pelo lado, oferecendo mais controle de bola e passes em profundidade. A concorrência, no entanto, não se limita a esses dois nomes: Vinícius Júnior, Rodrygo e Gabriel Martinelli também brigam por vagas no ataque, enquanto Casemiro e Bruno Guimarães disputam o meio-campo.
O retorno de Neymar, que ficou afastado por quase um ano devido a uma ruptura no ligamento do joelho esquerdo, ocorre em um cenário de pressão por resultados. A Seleção Brasileira ocupa atualmente a terceira posição nas Eliminatórias, atrás de Argentina e Uruguai, e precisa de vitórias para garantir vaga direta no Mundial. A volta do camisa 10, que já acumula 79 gols em 128 partidas pela equipe nacional, é vista como um reforço moral e técnico, mas também levanta questionamentos sobre a adaptação tática de um time que vinha se acostumando a jogar sem sua principal estrela.
No plano político-esportivo, a gestão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), presidida por Ednaldo Rodrigues, enfrenta desafios de credibilidade, com investigações sobre possíveis irregularidades em contratos e a pressão por transparência na escolha de técnicos. A volta de Neymar, no entanto, pode servir como um catalisador para unificar o torcedor e desviar o foco das polêmicas extracampo. Para Paquetá, o momento é de otimismo: “Temos um grupo forte, com jogadores de qualidade. Com o Neymar, podemos sonhar ainda mais alto”.
A expectativa é que Neymar seja relacionado para os próximos jogos contra Equador e Paraguai, em setembro, quando a seleção buscará consolidar sua posição na tabela. Enquanto isso, Paquetá e Raphinha seguem treinando sob os olhares de Ramon Menezes, que terá a difícil tarefa de equilibrar estrelas e formar um time competitivo para 2026.
Fonte: ver noticia original

