A Prefeitura de Maceió divulgou, nesta semana, o resultado da chamada pública para aquisição de alimentos da agricultura familiar, destinada a abastecer programas sociais e equipamentos públicos do município. A iniciativa, que movimentou R$ 2,5 milhões em contratos, beneficiou diretamente 150 famílias de agricultores locais, reforçando a política de segurança alimentar e o desenvolvimento econômico regional.
O processo, conduzido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Primeira Infância e Segurança Alimentar (Semdes), selecionou cooperativas e associações de agricultores familiares cadastradas no município. Os alimentos adquiridos incluem hortaliças, frutas, legumes, grãos e produtos processados, que serão distribuídos para escolas, creches, hospitais e unidades de assistência social da capital alagoana.
De acordo com a Semdes, a chamada pública é parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) municipal, que visa garantir renda aos pequenos produtores e oferecer alimentos frescos e nutritivos à população em situação de vulnerabilidade. O valor total dos contratos, R$ 2,5 milhões, representa um incremento de 20% em relação ao edital anterior, refletindo o esforço da gestão em ampliar o alcance do programa.
Panorama político e impacto social
A medida ocorre em um contexto de desafios fiscais para a Prefeitura de Maceió, que enfrenta uma crise financeira que ameaça serviços públicos, conforme reportado pelo portal Republica do Povo. Apesar das dificuldades, a administração municipal tem buscado parcerias e iniciativas para modernizar a gestão, como a recente colaboração com o Google para digitalização de processos, e para impulsionar setores estratégicos, como o turismo, que levou Maceió a liderar o ranking nacional de destinos mais vendidos.
A chamada pública para agricultura familiar também se alinha a políticas nacionais de fortalecimento do setor, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que exige que ao menos 30% dos recursos sejam aplicados na compra de alimentos da agricultura familiar. Em Maceió, a iniciativa tem sido elogiada por movimentos sociais e entidades do campo, que veem na medida uma forma de combater a fome e gerar emprego no interior do estado.
Para os agricultores beneficiados, os contratos representam uma fonte de renda estável e a oportunidade de escoar a produção sem intermediários. A Associação dos Agricultores Familiares de Maceió (Aafam) destacou que o programa já atende 150 famílias, mas há potencial para ampliar para 200 até o final do ano, caso novos recursos sejam liberados. A prefeitura, por sua vez, planeja realizar novas chamadas públicas nos próximos meses, com foco em produtos orgânicos e da sociobiodiversidade local.
O resultado da chamada pública foi publicado no Diário Oficial do Município e pode ser consultado no site da prefeitura. A lista inclui os nomes das cooperativas vencedoras, os valores individuais dos contratos e os tipos de alimentos a serem fornecidos, garantindo transparência ao processo.
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