Moradores que vivem às margens da rodovia AL-499, no trecho que liga o município de Palestina aos povoados Quibanzê e Lagoa de Pedra, em Pão de Açúcar, denunciam a constante prática de direção perigosa por parte de motociclistas, em sua maioria jovens, durante o período noturno. Segundo os relatos, quase todas as noites grupos de motociclistas realizam manobras arriscadas, como rachas e ultrapassagens perigosas, colocando em risco a segurança de pedestres, ciclistas e motoristas que trafegam pela via.

A situação tem gerado medo e indignação entre os residentes, que relatam acidentes frequentes e a sensação de impunidade. Maria de Lourdes, moradora do povoado Quibanzê, afirmou ao portal Alagoas 24 Horas que “os jovens não respeitam limites de velocidade e fazem curvas fechadas, quase colidindo com casas e veículos”. Ela acrescentou que a polícia raramente aparece no local, o que incentiva a reincidência das infrações.

Impacto na segurança viária e na vida comunitária

Os rachas e a direção perigosa na AL-499 não afetam apenas a segurança no trânsito, mas também a qualidade de vida das comunidades. Moradores relatam que o barulho excessivo de motores e gritos durante a madrugada perturba o sono e causa estresse. José Carlos, agricultor de Lagoa de Pedra, destacou que “já houve casos de motociclistas que perderam o controle e invadiram propriedades rurais, danificando cercas e plantações”. A falta de fiscalização e de medidas preventivas agrava o problema, que se arrasta há meses sem solução efetiva.

Panorama político e demandas por ação

A situação na AL-499 reflete um problema mais amplo no interior alagoano, onde a ausência de policiamento e de infraestrutura adequada em rodovias estaduais facilita a prática de infrações de trânsito. Lideranças comunitárias e associações de moradores têm cobrado das autoridades municipais e estaduais, como a Prefeitura de Pão de Açúcar e o Departamento de Estradas de Rodagem de Alagoas (DER-AL), a instalação de redutores de velocidade, sinalização adequada e rondas policiais noturnas. Até o momento, não há posicionamento oficial dos órgãos responsáveis, o que aumenta a frustração dos residentes. Enquanto isso, a população segue convivendo com o medo e o risco iminente de novos acidentes.

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