“Justiça virou arma para calar jornalistas em Alagoas”, denuncia comissão de profissionais

A Comissão de Jornalistas de Alagoas denuncia que a Justiça tem sido usada como instrumento para calar a imprensa no estado. Em nota, a entidade aponta uma série de ações judiciais movidas por políticos contra veículos de comunicação, com pedidos de indenização e remoção de conteúdo. A prática, segundo a comissão, configura censura prévia e ameaça a liberdade de expressão.

O diretor de um jornal local já denunciou censura judicial movida por um ex-prefeito de Maceió, enquanto um advogado alerta para “ações sistêmicas” que visam intimidar jornalistas. Até mesmo uma charge da Jovem Pan News, que criticava o PSDB, foi alvo de pressão política. O cenário levanta suspeitas de que o Judiciário alagoano estaria sendo usado como “arma” para silenciar críticas.

“O Judiciário virou alvo de críticas por decisões que ferem a Constituição”, afirma o advogado, em referência a liminares que determinam a retirada de reportagens sem o devido contraditório. A comissão de jornalistas cobra transparência e respeito ao direito de informar, enquanto entidades nacionais de imprensa monitoram os casos.

O próximo passo esperado é a mobilização de entidades como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que devem pressionar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para investigar as decisões. Enquanto isso, a imprensa alagoana segue sob alerta, mas sem recuar na cobertura política.

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