Venezuela decreta emergência após terremotos de 7,2 e 7,5 que abalam sete regiões e geram alerta de tsunami

O território da Venezuela foi sacudido por dois terremotos de forte magnitude, de 7,2 e 7,5 na escala Richter, entre o fim da tarde e a noite desta quarta-feira (24), seguidos de 20 réplicas. Em comunicado divulgado pela Telesur, emissora estatal da Venezuela, a presidente Delcy Rodríguez anunciou que decretou estado de emergência para lidar com as consequências do desastre e pediu união à população para salvar vidas. As regiões mais afetadas no país foram Trujillo, Yaracuy, Carabobo, Aragua, Miranda, Caracas e La Guarda, segundo a Telesur. A presidente venezuelana pediu ampla mobilização dos profissionais de saúde e também anunciou a suspensão de aulas nos próximos dias desta semana.

Segundo o Centro Nacional de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos, os tremores foram registrados com 39 segundos de diferença. O órgão chegou a emitir um alerta de tsunami para Porto Rico e as Ilhas Virgens, mas suspendeu os avisos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou inicialmente que o principal tremor tinha magnitude de 7,1 graus na escala Richter, mas atualizou a intensidade para 7,5. O epicentro do terremoto principal foi localizado próximo à costa venezuelana, o que explica a amplitude dos efeitos sentidos em uma vasta área.

Tremores no Brasil

Brasileiros da Região Norte do país relataram ter percebido os terremotos. A Defesa Civil do Estado do Amazonas informou que um tremor de terra foi sentido por moradores de Manaus, Barcelos e Iranduba, mas sem causar vítimas. O prefeito Igor Normando, de Belém, disse nas redes sociais que a cidade também tremeu e prédios foram evacuados por precaução nos bairros de Umarizal, Jurunas, Cremação e Pedreira. O prefeito pediu calma e atenção às orientações do poder público. O impacto sísmico no Brasil, embora sem danos materiais ou humanos, evidencia a magnitude dos eventos e a necessidade de coordenação regional para resposta a desastres naturais.

O panorama político geral na Venezuela, marcado por tensões internas e crise econômica, torna a resposta a este desastre ainda mais desafiadora. A decretação de estado de emergência pela presidente Delcy Rodríguez busca centralizar esforços de socorro, mas a capacidade de mobilização de recursos e a infraestrutura de saúde e defesa civil serão testadas. A comunidade internacional, incluindo órgãos como o USGS e o Centro Nacional de Alerta de Tsunamis dos EUA, ofereceu suporte técnico, enquanto países vizinhos, como o Brasil, monitoram os efeitos. A suspensão de aulas e a convocação de profissionais de saúde indicam uma estratégia de contenção de danos, mas a extensão total dos prejuízos ainda é incerta. A situação reforça a importância de políticas de prevenção e cooperação regional para mitigar os impactos de desastres naturais em um contexto político e econômico já fragilizado.

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