Comércio de figurinhas falsas da Copa explode em estações de metrô e sites; saiba como identificar o golpe

Ano de Copa do Mundo é o momento em que a venda de produtos ligados ao Mundial e à seleção ganham destaque. Mas também é período de aumento na circulação de produtos falsificados. Figurinhas falsas da Copa estão sendo vendidas em estações de metrô e em sites, conforme apurou a reportagem. A prática, que se intensifica a cada edição do torneio, engana consumidores que buscam completar seus álbuns oficiais e movimenta um mercado paralelo que desafia a fiscalização.

De acordo com a Folha de S.Paulo, que publicou a denúncia original, os golpistas utilizam tanto pontos físicos de grande circulação, como estações de metrô, quanto plataformas digitais para oferecer os pacotes de figurinhas. Os preços, muitas vezes, são inferiores aos praticados no comércio oficial, o que atrai compradores desavisados. A qualidade da impressão e a ausência de elementos de segurança, como hologramas e códigos de barras específicos, são os principais indícios da falsificação.

Panorama do mercado de produtos oficiais e falsificados

O mercado de produtos licenciados para a Copa do Mundo movimenta bilhões de dólares globalmente. No Brasil, a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) estima que, em anos de Copa, a venda de itens piratas cresce entre 30% e 50%. A venda de figurinhas falsas não apenas lesa o consumidor, que adquire um produto de baixa qualidade, mas também prejudica a arrecadação de impostos e os detentores dos direitos de licenciamento, como a FIFA e a CBF.

Especialistas em direito do consumidor alertam que a compra de produtos falsificados pode configurar crime de receptação, além de não garantir qualquer direito de troca ou devolução. A Proteste Associação de Consumidores recomenda que os consumidores adquiram os produtos apenas em canais oficiais e verifiquem a procedência antes de efetuar o pagamento.

Como identificar e evitar o golpe

Para evitar cair no golpe, a reportagem ouviu orientações de especialistas. Entre as principais dicas estão: desconfiar de preços muito abaixo do mercado, verificar a presença de selos de autenticidade e hologramas, e comprar apenas em lojas autorizadas ou no site oficial da Panini, empresa licenciada para produzir os álbuns e figurinhas oficiais. Nas plataformas digitais, é importante checar a reputação do vendedor e ler atentamente as avaliações de outros compradores.

A Polícia Civil de São Paulo informou que já investiga denúncias sobre a venda de figurinhas falsas em estações de metrô da capital. A orientação é que os consumidores lesados registrem boletim de ocorrência para auxiliar nas investigações e coibir a prática criminosa. A reportagem continuará acompanhando o desdobramento do caso e os impactos para o comércio legal e para os consumidores durante o período da Copa.

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