A Justiça de Alagoas determinou que o IPREV, instituto de previdência dos servidores estaduais, entregue documentos de uma consultoria contratada que tem ligações com o prefeito de Maceió, João Henrique Clem (JHC), e com o Banco Master. A decisão atende a um pedido do Ministério Público, que investiga possíveis irregularidades na gestão dos recursos.
A consultoria, cujo nome não foi divulgado oficialmente, teria sido contratada sem licitação e com valores acima do mercado. O MP apura se houve favorecimento político e financeiro, já que a empresa também presta serviços para o Banco Master, instituição que mantém negócios com a prefeitura da capital.
JHC, que nega qualquer envolvimento, ironizou a decisão nas redes sociais, chamando a investigação de ‘perseguição política’. O IPREV, por sua vez, afirma que vai cumprir a ordem judicial, mas que os dados são sigilosos. O caso levanta suspeitas sobre a transparência na gestão dos fundos previdenciários dos servidores.
O próximo passo é a análise dos documentos pelo MP, que pode abrir um inquérito civil ou criminal. A oposição já anuncia que vai cobrar explicações na Assembleia Legislativa, enquanto a base de JHC tenta minimizar o impacto político da revelação.
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