O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta segunda-feira (27) a criação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua. A iniciativa promete ampliar o número de equipes e unidades móveis dedicadas ao atendimento desse público no SUS, em meio a críticas sobre a precariedade do serviço.
A medida, segundo o ministro, busca garantir acesso digno e contínuo à saúde para pessoas em situação de rua, que muitas vezes enfrentam barreiras para conseguir atendimento básico. Padilha destacou que a política será implementada em parceria com estados e municípios, mas não detalhou prazos ou orçamento específico.
A ação ocorre em um contexto de denúncias de negligência em atendimentos, como o caso recente de uma jovem que morreu após complicações pós-parto em Maceió, onde a família apontou falhas no serviço público. Enquanto isso, iniciativas locais como o programa Sorriso da Gente, da Prefeitura de Maceió, tentam reduzir filas na saúde bucal.
O próximo passo esperado é a regulamentação da política e a definição de metas de cobertura, mas especialistas alertam que, sem investimentos robustos, a ampliação pode esbarrar na falta de infraestrutura e profissionais.
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