O governo federal prepara uma Medida Provisória que deve garantir uma subvenção de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar aos produtores. A informação foi antecipada pela Tribuna do Sertão e já repercute nos bastidores da política alagoana, onde o setor sucroenergético é um dos pilares econômicos.
A medida, ainda em fase de ajustes, surge como uma tentativa de estancar as perdas acumuladas pelos usineiros e fornecedores de cana, que enfrentam custos crescentes e preços pouco atrativos no mercado interno. O valor, no entanto, é visto por alguns como insuficiente diante da magnitude da crise.
Nos corredores do poder, a articulação envolve desde o Ministério da Agricultura até lideranças do Congresso, como o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que historicamente defende o setor. A expectativa é que a MP seja editada nas próximas semanas, antes do recesso parlamentar.
Para os produtores alagoanos, a subvenção pode representar um fôlego, mas não resolve problemas estruturais como o endividamento e a defasagem tecnológica. A recente movimentação do governo para estabilizar preços de combustíveis sinaliza que o Planalto está atento ao setor, mas o foco principal segue sendo o diesel.
O próximo passo esperado é a formalização da proposta e a abertura de negociações com os estados produtores, como Alagoas, para garantir a adesão e a efetividade do subsídio. A política alagoana, que respira cana, acompanha cada movimento com a calculadora na mão.
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