Tragédia na Lagoa Mundaú: Pescador de 65 anos é encontrado morto após três dias desaparecido

Um homem de 65 anos, pescador da região, foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (30) às margens da Lagoa Mundaú, em Santa Luzia do Norte, na Região Metropolitana de Maceió. De acordo com a Polícia Militar, ele estava desaparecido desde o último domingo (28), quando saiu para pescar e não retornou para casa. O corpo foi localizado boiando e, após o resgate, ficou sob custódia das autoridades para os procedimentos legais.

A ocorrência mobilizou diferentes forças de segurança e emergência. Policiais do 8º Batalhão da PM foram os primeiros a chegar ao local, após denúncia de populares que avistaram o corpo. Familiares da vítima, que já estavam no local, reconheceram o pescador, confirmando a identidade. O Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL) foi acionado por volta das 11h40 e enviou equipes de mergulho para retirar o corpo da água. Após o resgate, a área foi isolada para o trabalho da Polícia Civil e da Polícia Científica.

Investigação e perícia

Equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) realizaram os procedimentos periciais no local e recolheram o corpo para exames complementares. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as circunstâncias da morte. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a causa do óbito, que dependerá dos laudos periciais.

Panorama regional e segurança

O caso ocorre em um contexto de atenção para a segurança de trabalhadores da pesca artesanal em Alagoas, atividade que emprega milhares de famílias na região lagunar. A Lagoa Mundaú, um dos principais corpos d’água do estado, é palco frequente de acidentes e desaparecimentos, muitas vezes relacionados a condições climáticas adversas, falta de equipamentos de segurança e ausência de fiscalização. Organizações de pescadores locais cobram há anos políticas públicas mais efetivas para prevenir tragédias como essa, incluindo sinalização náutica, treinamento em primeiros socorros e monitoramento das áreas de pesca. A morte do pescador reacende o debate sobre a vulnerabilidade desses profissionais e a necessidade de ações integradas entre governo estadual, prefeituras e entidades da sociedade civil.

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