Um relatório da Operação Estágio IV, da Polícia Federal, aponta que empresários envolvidos em supostas irregularidades utilizavam apelidos como ‘G Topado’ e ‘Gordim Topado’ em transferências via Pix para Andreia Araújo Cavalcante. O documento também afirma ter encontrado arquivos que indicam elevado grau de intimidade entre ela e o secretário da Saúde, Gustavo Pontes, sugerindo uma relação extraconjugal.
De acordo com a investigação, as transações financeiras ocorreram entre os anos de 2023 e 2024, totalizando valores que somam R$ 1,2 milhão. Os apelidos eram usados para ocultar a identidade dos remetentes, que seriam empresários do setor de saúde com contratos com a pasta comandada por Pontes. A PF destaca que os pagamentos foram feitos de forma fracionada, em valores que variavam entre R$ 5 mil e R$ 50 mil, para evitar alertas do sistema de controle bancário.
Indícios de intimidade e possíveis irregularidades
Além das transações, o relatório menciona a descoberta de arquivos de áudio e mensagens de texto no celular de Andreia Araújo Cavalcante que, segundo a PF, demonstram ‘elevado grau de intimidade’ com Gustavo Pontes. Em uma das conversas, há referências a encontros pessoais e a troca de presentes de alto valor, como joias e relógios. A defesa de Pontes nega qualquer irregularidade e afirma que as relações são estritamente profissionais.
A Operação Estágio IV é um desdobramento de investigações anteriores que já haviam apontado suspeitas de superfaturamento em contratos de saúde pública. O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação dos nomes dos envolvidos, incluindo o de Pontes, que é figura central na gestão da saúde estadual. O governador do estado, Carlos Eduardo, afirmou em nota que ‘todas as medidas cabíveis serão tomadas para esclarecer os fatos’ e que ‘a transparência é prioridade’.
O panorama político local é de tensão, com a oposição pedindo a abertura de uma CPI para investigar as denúncias. Enquanto isso, a base aliada tenta minimizar o impacto, argumentando que as acusações são ‘infundadas’ e fazem parte de uma ‘perseguição política’. A PF, no entanto, segue com as investigações e já solicitou a quebra de sigilo bancário e telefônico de mais cinco pessoas ligadas ao caso.
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