A Polícia Civil concluiu que a cor do cabelo de um instrutor de rope jump o livrou de suspeita sobre o desaparecimento de uma câmera que registrou a queda fatal de uma jovem de 21 anos durante um salto em um evento de aventura. Testemunhas descreveram o responsável por retirar o equipamento como um homem de cabelo escuro, o que não corresponde ao instrutor, que tem cabelo claro. A câmera, que capturou o momento da morte, continua desaparecida, e as investigações seguem para identificar o verdadeiro responsável pela retirada do dispositivo.
O incidente ocorreu durante uma atividade de rope jump em um parque de aventura, quando a jovem, identificada como Maria Eduarda Silva, de 21 anos, sofreu uma queda fatal após um erro no equipamento de segurança. A câmera, que estava posicionada para filmar o salto, registrou todo o ocorrido, mas desapareceu logo após o acidente. A Polícia Civil iniciou uma investigação para apurar o sumiço do equipamento, que poderia conter evidências cruciais sobre as circunstâncias da morte.
De acordo com o delegado responsável, Carlos Alberto Souza, as testemunhas que estavam no local descreveram o homem que retirou a câmera como tendo cabelo escuro e vestindo uma camiseta preta. O instrutor, que estava supervisionando a atividade, tem cabelo loiro e usava uniforme do parque, o que o excluiu como suspeito. “A descrição das testemunhas foi clara e consistente, e o instrutor não se encaixa nela. Portanto, ele não é considerado suspeito pelo desaparecimento da câmera”, afirmou o delegado.
O caso gerou ampla repercussão, com familiares da vítima cobrando respostas sobre a segurança do equipamento e a conduta dos responsáveis. A Associação Brasileira de Esportes de Aventura emitiu nota lamentando o ocorrido e pedindo rigor nas investigações. Especialistas em segurança apontam que a falta de protocolos claros para a retirada de equipamentos de filmagem em situações de emergência pode comprometer a apuração de acidentes.
Enquanto isso, a Polícia Civil continua a busca pela câmera, que pode conter imagens importantes para esclarecer se houve negligência ou falha técnica. A família de Maria Eduarda contratou um advogado para acompanhar o caso e pede que as autoridades identifiquem o responsável pela retirada do equipamento. O parque de aventura, que permanece fechado para investigações, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o incidente.
Fonte: ver noticia original
