Renan Calheiros defende fim da jornada 6×1 e vê cenário “equilibrado” para governo de Alagoas em 2026

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) defendeu publicamente, nesta semana, o fim da jornada de trabalho 6×1, proposta que tramita no Congresso Nacional, e avaliou que o cenário para a sucessão estadual em Alagoas, em 2026, está “equilibrado”. Em declaração à imprensa local, o parlamentar destacou a necessidade de avançar na pauta trabalhista e criticou o que chamou de “trava política” que impede a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a carga horária semanal de 44 para 36 horas, sem redução salarial. A declaração ocorre em meio à escalada de tensão entre o PT e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tem sido acusado de engavetar a proposta.

Renan Calheiros afirmou que a PEC 6×1 é uma “bandeira histórica” dos trabalhadores e que sua aprovação representaria um avanço civilizatório. “Não é possível que o Congresso continue de costas para a sociedade. A jornada 6×1 é um resquício do século passado. Precisamos modernizar as relações de trabalho e garantir mais qualidade de vida para o brasileiro”, disse o senador, que também é um dos articuladores da proposta na Casa. A declaração ganha relevância em um momento em que o PT subiu o tom contra Alcolumbre, alertando para o risco político de se travar a PEC, conforme reportagem do portal República do Povo.

Panorama político em Alagoas

No campo estadual, Renan Calheiros projetou um cenário “equilibrado” para a disputa pelo governo de Alagoas em 2026. Segundo ele, a polarização entre os grupos liderados pelo atual governador Paulo Dantas (MDB) e o ex-governador Fernando Collor (PTB) – que já sinalizou intenção de concorrer – deve tornar a eleição acirrada. “Alagoas vive um momento de equilíbrio de forças. Não há favoritismo claro. O que define é a capacidade de diálogo e de apresentar propostas concretas para o desenvolvimento do estado”, avaliou. O senador também destacou a importância de alianças amplas e evitou declarar apoio antecipado a qualquer candidato, mas ressaltou que o MDB terá papel central na construção de uma candidatura competitiva.

A análise de Renan Calheiros ocorre em um contexto de reorganização das forças políticas em Alagoas, onde o governo Dantas enfrenta desafios na área da segurança pública e da infraestrutura, mas mantém boa avaliação em programas sociais. O senador também mencionou a necessidade de o estado atrair investimentos privados e melhorar a gestão fiscal, temas que devem pautar o debate eleitoral. A declaração foi feita durante entrevista à Tribuna do Agreste, veículo que originalmente publicou a notícia.

Impacto nacional e articulação no Congresso

A defesa do fim da jornada 6×1 por Renan Calheiros se insere em um movimento mais amplo de parlamentares que pressionam pela votação da PEC. A proposta, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), já conta com mais de 170 assinaturas de apoio e é vista como uma das prioridades da esquerda no Congresso. No entanto, enfrenta resistência de setores do empresariado e de parlamentares conservadores, que alegam aumento de custos para as empresas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem sido alvo de críticas por não pautar a matéria, o que levou o PT a intensificar a pressão. Em nota recente, a legenda alertou que “travar a PEC 6×1 é um erro político que pode custar caro nas urnas”.

O posicionamento de Renan Calheiros, um dos senadores mais experientes do MDB, reforça a importância do tema na agenda legislativa e sinaliza que a discussão deve se intensificar nos próximos meses. Para analistas políticos, a aprovação da PEC pode se tornar um dos principais trunfos eleitorais da esquerda em 2026, especialmente entre jovens e trabalhadores informais. Enquanto isso, em Alagoas, o cenário sucessório segue indefinido, com Renan Calheiros atuando como um dos principais articuladores do grupo governista, mas sem descartar alianças com outras legendas.

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