A Operação Lata-Velha retirou 322 veículos abandonados de ruas e estacionamentos públicos de São Vicente, no litoral de São Paulo, durante o primeiro semestre de 2026. A iniciativa, conduzida pela Prefeitura de São Vicente, tem como objetivo melhorar a mobilidade urbana, liberar vagas de estacionamento e reduzir riscos à saúde pública, conforme informou a administração municipal.
De acordo com a Prefeitura de São Vicente, os veículos abandonados atrapalham o trânsito e podem se tornar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. A ação é contínua e realizada por equipes da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), que percorrem os bairros em busca de carros para remoção.
Como funciona a Operação Lata-Velha
Pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), um veículo é considerado abandonado quando não tem condições de circular ou apresenta sinais de deterioração. Após a retirada, o automóvel é levado ao Pátio Municipal de São Vicente, onde permanece por 60 dias. Se o dono não regularizar a situação, o veículo vai a leilão.
Além das ações da Semob, moradores podem colaborar enviando denúncias por ligação ou mensagem de WhatsApp para o número (13) 3466-5542. A participação popular é essencial para ampliar a fiscalização e garantir que mais veículos sejam removidos.
Panorama político e impacto regional
A Operação Lata-Velha insere-se em um contexto mais amplo de políticas públicas de mobilidade urbana e saúde coletiva na região metropolitana da Baixada Santista. Em São Vicente, a remoção de veículos abandonados é vista como uma medida de baixo custo e alto impacto, pois libera espaços públicos e reduz potenciais focos de doenças. A ação também dialoga com iniciativas de outras cidades da região, como Santos e Praia Grande, que enfrentam problemas semelhantes com veículos abandonados em vias públicas.
Especialistas em urbanismo apontam que a remoção de veículos abandonados contribui para a segurança viária e a qualidade de vida, além de evitar a degradação do espaço público. A Prefeitura de São Vicente destaca que a operação é permanente e que novas remoções estão previstas para o segundo semestre de 2026.
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