Um fragmento compatível com uma peça de drone foi encontrado em um avião da Aerolíneas Argentinas que pousou no Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na última semana. A informação foi divulgada pelo RIOgaleão neste domingo (5). O caso ocorreu no último dia 1º de junho, no voo AR-1268. Segundo a concessionária que administra o aeroporto, a equipe de manutenção da companhia aérea reportou a identificação do fragmento na aeronave.
Em nota, o RIOgaleão afirmou que não é possível determinar em que momento do voo ocorreu o possível impacto. Na data, não havia nenhuma operação autorizada com drones na área do aeroporto. O caso está sendo investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
O Cenipa informou que já foi notificado da ocorrência. Após a coleta e a análise técnica dos dados, a ocorrência foi classificada como incidente aeronáutico e tratada em conformidade com os protocolos estabelecidos no Anexo 19 à Convenção sobre Aviação Civil Internacional e na Norma do Sistema do Comando da Aeronáutica (NSCA) 3-13, que estabelece os Protocolos de Investigação de Ocorrências Aeronáuticas da Aviação Civil Conduzidas pelo Estado Brasileiro.
O incidente acende um alerta sobre a segurança aérea no entorno de grandes aeroportos, especialmente no Galeão, que recebe voos internacionais e domésticos diariamente. A presença de drones não autorizados em áreas próximas a pistas de pouso e decolagem representa um risco significativo para aeronaves, podendo causar danos estruturais ou até mesmo acidentes fatais. A investigação do Cenipa buscará esclarecer a origem do fragmento, a trajetória do drone e se houve falha nos protocolos de segurança do espaço aéreo.
O caso também reacende o debate sobre a regulamentação do uso de drones no Brasil. Embora a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) exijam autorização para operações próximas a aeroportos, a fiscalização ainda enfrenta desafios. A ocorrência no Galeão reforça a necessidade de medidas mais rigorosas para coibir voos não autorizados, como o uso de sistemas de detecção e interceptação de drones, além de campanhas de conscientização para operadores.
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