Balanço oficial: mortos por terremotos na Venezuela chegam a 3.811; crise humanitária se aprofunda

O número de mortos pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela há duas semanas subiu para 3.811, conforme informou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. O novo balanço oficial também aponta 16.740 feridos e 17.907 desabrigados, aprofundando a crise humanitária no país. A cidade de La Guaira foi a mais devastada, com os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 ocorridos no início da noite do dia 24 de junho, com menos de um minuto de intervalo entre eles, seguidos por 20 réplicas.

Os dados divulgados por Rodríguez reforçam a gravidade da tragédia, que já figura como uma das maiores catástrofes naturais da história recente da América Latina. O número de desabrigados, que agora ultrapassa 17,9 mil, evidencia a necessidade urgente de abrigos temporários, água potável e assistência médica. A comunidade internacional respondeu com o envio de equipes de resgate, equipamentos, remédios e alimentos. Países como Estados Unidos, China, Brasil, México e Reino Unido estão entre os que mobilizaram ajuda humanitária para a Venezuela.

Panorama político e humanitário

A tragédia ocorre em um contexto de profunda crise econômica e política na Venezuela, com hiperinflação, escassez de medicamentos e infraestrutura precária. O governo de Nicolás Maduro declarou estado de emergência e solicitou apoio internacional, enquanto a oposição critica a lentidão na resposta oficial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia alertado para o risco de colapso sanitário e epidemias, como destacado em reportagens anteriores do Republica do Povo. A situação em La Guaira, principal porto do país, agrava a logística de distribuição de ajuda, com estradas bloqueadas e danos estruturais.

O balanço de mortos, que subiu de 3.535 para 3.811 em poucos dias, reflete a dificuldade de acesso a áreas isoladas e a contagem de corpos sob os escombros. A Agência Brasil, citando informações da Reuters, reportou que equipes de resgate continuam trabalhando em meio a réplicas e condições adversas. O Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) já havia solicitado US$ 14,85 milhões para apoiar as vítimas, mas a necessidade real pode ser maior, dado o aumento do número de desabrigados.

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