O 1º Juizado da Mulher de Maceió encaminhou 132 vítimas de violência doméstica para acompanhamento socioassistencial entre janeiro e junho deste ano. O número faz parte do balanço do Programa João e Maria, que em 2025 já direcionou 207 mulheres e cerca de 300 crianças para órgãos municipais e estaduais. A ação reforça a rede de proteção às vítimas na capital alagoana.
O programa atua em parceria com o Judiciário e oferece suporte psicológico, social e jurídico. Casos como o de violência doméstica em Taquarana, onde um homem armado com peixeira agrediu a esposa, e o de descumprimento de medida protetiva em Maceió mostram a urgência de políticas como essa.
A iniciativa também dialoga com decisões recentes da Justiça, que determinou à Prefeitura de Maceió a implementação de aluguel social para vítimas. A medida busca garantir moradia temporária e romper o ciclo de violência, já que muitas mulheres retornam aos agressores por falta de alternativa.
O próximo passo esperado é a ampliação do programa para outras comarcas do estado, além do fortalecimento da integração entre os órgãos de assistência e segurança pública. A expectativa é que o número de atendimentos cresça com a maior capilaridade da rede de proteção.
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