Foi preso preventivamente nesta quinta-feira (9) o pai flagrado chutando a própria filha de três anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. A Polícia Civil (PC-PR) ainda não informou os detalhes da prisão. O homem responde pelo crime de lesão corporal e não teve o nome divulgado oficialmente. A cena foi registrada por câmeras de segurança, gerando comoção e indignação na comunidade local e em todo o estado.
O caso, que ocorreu em um bairro residencial de Francisco Beltrão, foi captado por equipamentos de monitoramento de um estabelecimento comercial próximo. Nas imagens, é possível ver o homem desferindo um chute contra a criança, que cai no chão. A agressão foi interrompida por um empresário que passava pelo local, conforme relatado anteriormente pelo portal Republica do Povo. O empresário, emocionado, questionou: “O que vai ser da vida dessa criança?”. A intervenção foi crucial para evitar que a violência continuasse.
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça após representação da Polícia Civil, que investiga o caso como lesão corporal dolosa, prevista no artigo 129 do Código Penal. A pena pode ser aumentada se for comprovado que a agressão ocorreu no âmbito doméstico ou contra vulnerável. A PC-PR não divulgou se o homem possui antecedentes criminais ou se a criança já estava sob medida protetiva.
Panorama político e social
O episódio reacende o debate sobre a eficácia das políticas de proteção à infância no Paraná e no Brasil. Dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos indicam que, em 2024, o estado registrou mais de 12 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes, um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Especialistas apontam que a subnotificação ainda é um desafio, e casos como o de Francisco Beltrão evidenciam a necessidade de fortalecer a rede de apoio, incluindo conselhos tutelares, delegacias especializadas e campanhas de conscientização.
No âmbito legislativo, tramitam no Congresso Nacional projetos que visam endurecer as penas para crimes de violência doméstica contra menores, além de ampliar o financiamento de programas de acolhimento e reabilitação de agressores. No Paraná, a Assembleia Legislativa discute a criação de um fundo estadual para prevenção da violência infantil, proposta que ganhou força após a comoção gerada pelo caso.
A Polícia Civil informou que o homem permanece à disposição da Justiça e que a criança foi encaminhada para acolhimento temporário, sob proteção do Conselho Tutelar. A identidade da vítima e do agressor não foi revelada para preservar a integridade da família. O caso segue em investigação, e novas informações devem ser divulgadas nos próximos dias.
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