Ameba ‘comedora de cérebros’ avança pelo mundo e acende alerta em saúde pública

A morte do pequeno Jordan Smelski, 11 anos, após um período de férias na Costa Rica, acendeu o alerta global para a Naegleria fowleri, a temida ‘ameba comedora de cérebros’. O menino foi vítima de uma infecção cerebral fulminante, poucos dias após o que deveria ser uma lembrança feliz em família.

O caso, ocorrido em julho, foi divulgado recentemente e repercutiu entre especialistas em saúde pública. A ameba, tipicamente encontrada em água doce morna, como lagos e rios, penetra pelo nariz e migra para o cérebro, causando meningoencefalite amebiana primária (PAM), uma doença rara e quase sempre letal.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e centros de controle de doenças nos Estados Unidos monitoram o avanço do protozoário, que já foi registrado em países como Paquistão, Tailândia e Austrália. A mudança climática e o aumento da temperatura das águas são apontados como fatores que podem expandir a área de ocorrência do parasita.

Para as autoridades de saúde, o caso serve como um alerta para a necessidade de medidas preventivas, como evitar nadar em águas mornas e paradas, especialmente em regiões tropicais. O próximo passo esperado é a intensificação de campanhas de conscientização e a pesquisa por tratamentos mais eficazes contra a infecção.

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