A Câmara dos Deputados oficializou, nesta semana, a perda de mandato dos deputados federais Paulão (PT-AL) e Dayany Bittencourt (União Brasil-CE). A decisão, baseada em uma recontagem de votos das eleições de 2022 determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reposiciona a bancada alagoana e levanta questionamentos sobre a demora na aplicação da Justiça Eleitoral.
Paulão, que estava em seu quarto mandato consecutivo, perde a vaga para o suplente do Republicanos. Já Dayany Bittencourt, que havia sido eleita com votação expressiva no Ceará, cede lugar a um parlamentar do mesmo partido. A recontagem, que ocorreu quase quatro anos após o pleito, foi motivada por inconsistências nos boletins de urna de algumas seções eleitorais.
A oficialização da perda de mandato, assinada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), gerou reações mistas entre os parlamentares alagoanos. Enquanto aliados de Paulão criticam a “insegurança jurídica” e o timing da decisão, adversários apontam que a medida corrige uma distorção que já deveria ter sido resolvida.
Com a saída de Paulão, a bancada de Alagoas na Câmara perde um de seus nomes mais experientes e ligados ao ex-presidente Lula. O novo deputado, ainda não empossado, deve reforçar a base do governo federal, mas sem o mesmo peso político do antecessor. A expectativa é que a posse do suplente ocorra nos próximos dias, em meio a articulações para recompor comissões e lideranças partidárias.
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