Uma mulher com duas condenações anteriores por estelionato foi presa nesta sexta-feira (10) em São Paulo, acusada de integrar um esquema criminoso que aplicava o chamado golpe do falso cadastro habitacional em idosos no município de São Miguel dos Campos, em Alagoas. A prisão ocorreu durante uma operação conjunta das Polícias Civis de Alagoas e de São Paulo, que cumpriram mandado de prisão preventiva contra a suspeita, apontada como intermediadora do esquema responsável pela captação de vítimas.
De acordo com as investigações, a mulher abordava idosos em suas residências ou em locais públicos, oferecendo a promessa de cestas básicas e a inclusão em um suposto programa habitacional do governo. Para isso, solicitava documentos pessoais, como RG, CPF e comprovante de residência, além de valores em dinheiro para supostas taxas de cadastro. As vítimas, em sua maioria pessoas de baixa renda e com idade avançada, acreditavam na proposta e entregavam os dados e o dinheiro, mas nunca recebiam os benefícios prometidos.
O esquema, que já havia sido denunciado por moradores de São Miguel dos Campos, ganhou repercussão após a Polícia Civil de Alagoas identificar um padrão de atuação: a suspeita utilizava nomes falsos e mudava constantemente de endereço para evitar ser localizada. As duas condenações anteriores por estelionato, registradas em outras cidades do estado, indicam que a mulher já tinha histórico de crimes semelhantes, mas continuava atuando impunemente até ser presa agora em São Paulo, onde tentava se esconder.
Panorama político e social do golpe
O caso expõe uma fragilidade no sistema de proteção social e na fiscalização de programas habitacionais em Alagoas, especialmente em cidades do interior como São Miguel dos Campos, onde a demanda por moradia e cestas básicas é alta. Especialistas em segurança pública apontam que golpes como esse se aproveitam da vulnerabilidade de idosos e da falta de informação sobre os canais oficiais de cadastro. A operação conjunta entre as polícias estaduais, embora bem-sucedida, levanta questionamentos sobre a necessidade de campanhas preventivas e de maior integração entre os órgãos para coibir fraudes que afetam diretamente a população mais carente.
A prisão da suspeita representa um avanço nas investigações, mas as autoridades alertam que outros integrantes do esquema podem estar foragidos. A Polícia Civil de Alagoas informou que continua apurando o caso e que novas prisões não estão descartadas. Enquanto isso, as vítimas de São Miguel dos Campos aguardam a devolução dos valores perdidos e a garantia de que seus dados pessoais não serão usados para novos crimes.
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