O Pentágono divulgou, nesta segunda-feira (26), um novo vídeo de 21 segundos que mostra um objeto voador não identificado (OVNI) em alta velocidade, capturado por sensor infravermelho militar sobre o Oceano Pacífico. A gravação, parte de um lote recém-desclassificado de arquivos sobre fenômenos aéreos anômalos, exibe o objeto realizando manobras bruscas e acelerando a velocidades consideradas impossíveis para aeronaves convencionais, reacendendo o debate sobre segurança nacional e a necessidade de maior transparência por parte do governo dos Estados Unidos.
De acordo com o Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI) e o Pentágono, o vídeo foi registrado por um caça F/A-18 Super Hornet da Marinha dos EUA durante uma missão de treinamento em 2021, mas só agora foi liberado ao público após revisão de segurança. A imagem infravermelha mostra o objeto — descrito como um “disco metálico” por analistas — acelerando de forma abrupta, sem emissão de calor ou assinatura de motor identificável, o que contraria explicações convencionais como drones ou balões meteorológicos.
Contexto político e de segurança
A divulgação ocorre em meio a um movimento bipartidário no Congresso americano que pressiona por mais transparência sobre os chamados Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAP, na sigla em inglês). Em 2022, o governo Joe Biden sancionou a lei que criou o Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO), responsável por centralizar e analisar relatos militares e civis. O novo lote de arquivos inclui não apenas o vídeo, mas também relatórios de pilotos e dados de radar que indicam padrões de voo incompatíveis com a tecnologia conhecida.
Especialistas em segurança nacional apontam que a persistência desses registros — muitos deles feitos por militares treinados — levanta questões sobre vulnerabilidades do espaço aéreo americano. “Se esses objetos não são nossos, de quem são? E se são de outra nação, isso representa uma falha grave de inteligência”, afirmou o senador Kirsten Gillibrand (Democrata-Nova York), que lidera a comissão de supervisão do AARO. Por outro lado, céticos argumentam que a falta de evidências físicas, como destroços, impede conclusões definitivas.
Impacto e próximos passos
A divulgação do vídeo gerou reações imediatas em redes sociais e na imprensa internacional, com pedidos de que o governo americano libere mais dados brutos, incluindo gravações de radar e comunicações de pilotos. O AARO prometeu publicar, até o final do ano, um relatório abrangente sobre os casos mais recentes, enquanto o Departamento de Defesa mantém a postura de que “não há evidências de atividade extraterrestre”, mas reconhece que os fenômenos merecem investigação científica rigorosa. Enquanto isso, o vídeo de 21 segundos se soma a uma série de registros — como os famosos casos “Tic Tac” e “Gimbal” — que continuam a desafiar explicações oficiais e a alimentar o interesse público pelo tema.
Fonte: ver noticia original

