A possibilidade de um Super El Niño em 2024 já mobiliza a Defesa Civil Municipal de Maceió, que acompanha as previsões meteorológicas para antecipar possíveis impactos na capital alagoana. Enquanto o Sul do Brasil pode sofrer com enchentes, o Nordeste — incluindo Alagoas — corre o risco de enfrentar chuvas irregulares e até seca prolongada.
O fenômeno, que aquece as águas do Pacífico e altera os padrões climáticos globais, não é novidade para os alagoanos. Em anos anteriores, o El Niño já provocou estiagens severas no sertão e enchentes relâmpago na região metropolitana. Desta vez, a preocupação é com a intensidade: o chamado Super El Niño pode amplificar os extremos, exigindo preparo logístico e planejamento hídrico.
A prefeitura de Maceió, sob comando do prefeito João Henrique Clem (JHC), ainda não detalhou um plano específico para o fenômeno. A gestão municipal, que já enfrenta críticas por apostas políticas arriscadas, agora precisa mostrar capacidade de resposta a desastres naturais. A Defesa Civil, porém, afirma que mantém contato com a Sala de Alerta da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
O próximo passo esperado é a elaboração de um protocolo de contingência, com mapeamento de áreas de risco e campanhas de conscientização. Enquanto o fenômeno não se confirma, a população de Maceió segue entre a incerteza climática e a expectativa de que o poder público não repita erros do passado — como a demora na liberação de recursos para emergências.
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