Monitor de escola cívico-militar é demitido após denúncias de crimes sexuais contra alunas em MG

Um monitor escolar de 23 anos da Escola Municipal Cívico-Militar Três Marias, em São João Nepomuceno, na Zona da Mata mineira, foi demitido após ser denunciado por dois supostos crimes sexuais contra alunas. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o funcionário, cujo nome não foi divulgado, trabalhava como auxiliar de aprendizagem e tinha vínculo temporário com o município. A nota da pasta pode ser lida na íntegra ao fim desta reportagem. De acordo com a Polícia Militar (PM), até esta segunda-feira (13), foram registrados dois boletins de ocorrência contra o suspeito: um por estupro de vulnerável, envolvendo uma adolescente de 12 anos, e outro por importunação sexual contra uma criança de 11 anos. Até a última atualização desta reportagem, o suspeito não havia sido localizado pela PM.

Sobre o registro de estupro de vulnerável, a Polícia Civil informou que os inquéritos estão sob sigilo em observância ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e com o objetivo de resguardar as vítimas. “Outras informações serão divulgadas em momento oportuno, para não prejudicar o andamento das investigações”, citou a nota da corporação.

Estupro de vulnerável

O primeiro boletim de ocorrência foi registrado em 11 de abril deste ano por estupro de vulnerável. Segundo o registro, o monitor chegou a enviar uma mensagem à mãe da adolescente admitindo o que havia ocorrido. O conteúdo pode ser visto no início da reportagem. Conforme o registro, a mãe de uma adolescente de 12 anos procurou a PM após encontrar mensagens e fotos enviadas pelo monitor no celular da filha. Aos policiais, a menina relatou que manteve relações sexuais com ele em duas ocasiões, em janeiro, e que sofria assédio há algum tempo.

Importunação sexual

No segundo boletim de ocorrência, registrado em 7 de julho por importunação sexual, o pai de uma menina de 11 anos relatou que descobriu mensagens enviadas pelo monitor à filha ao verificar o celular dela. Ao tomar conhecimento, ele procurou o diretor da escola, que dispensou o funcionário e comunicou o caso à Secretaria Municipal de Educação de São João Nepomuceno. O registro também aponta que o pai não encontrou outras conversas entre os dois, mas verificou registros de envio de fotos em modo de visualização única. O conteúdo das imagens não pôde ser identificado, pois a menina não informou do que se tratava.

O caso levanta preocupações sobre a segurança de alunos em instituições de ensino, especialmente em modelos cívico-militares, que têm se expandido no país. A demissão do monitor e a abertura de investigações policiais refletem a gravidade das acusações, enquanto a comunidade escolar aguarda o desfecho dos inquéritos. A Polícia Civil reforça que novas informações serão divulgadas em momento oportuno, respeitando o sigilo necessário para proteger as vítimas e garantir a eficácia das investigações.

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