O ex-marido de Stephanye Thauany Souza da Silva, de 29 anos, foi preso nesta terça-feira (14), no bairro da Chã da Jaqueira, em Maceió, suspeito de esfaquear a vítima dentro de casa, no bairro Canaã. O homem, cujo nome não foi divulgado pela polícia, estava com mandado de prisão em aberto por feminicídio. Stephanye chegou a ficar internada por cerca de 15 dias no Hospital Geral do Estado (HGE), recebeu alta médica, mas morreu dias depois após sofrer paradas cardíacas. A prisão foi realizada por equipes da Polícia Civil, que segue investigando o caso.
De acordo com a mãe da vítima, Djane Souza, Stephanye apresentou infecção urinária e anemia após deixar o hospital. Na noite em que morreu, sofreu uma parada cardíaca em casa. Ela chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas teve outras duas paradas cardiorrespiratórias a caminho do HGE e não resistiu. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Até a última atualização desta reportagem, a causa da morte não havia sido divulgada oficialmente.
Relembre o caso
Stephanye Thauany Souza da Silva foi esfaqueada dentro de casa no dia 4 de junho, no bairro Canaã, em Maceió. Quando a Polícia Militar chegou ao local, ela estava desacordada. O Samu foi acionado devido à gravidade dos ferimentos. Durante o atendimento, Stephanye recuperou a consciência e afirmou que havia sido esfaqueada pelo ex-companheiro. O pai do suspeito esteve no local e confirmou o relacionamento do filho com a vítima. Ele também informou que o homem tinha antecedentes criminais e era monitorado por tornozeleira eletrônica.
O caso expõe fragilidades no sistema de proteção às mulheres em Alagoas, especialmente no monitoramento de agressores com tornozeleira eletrônica e na continuidade do atendimento pós-alta hospitalar. A morte de Stephanye ocorre em um contexto de aumento de feminicídios no estado, que registrou alta de 12% nos casos em 2025, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública. A Polícia Civil informou que investiga se houve falha no acompanhamento médico ou na comunicação entre os órgãos de saúde e segurança. O suspeito permanece preso à disposição da Justiça.
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