Justiça manda perícia investigar se São João de JHC deu prejuízo ou lucro aos cofres de Maceió

A Justiça de Alagoas determinou a realização imediata de uma perícia contábil e econômica para apurar se os gastos da Prefeitura de Maceió com o São João de 2023 causaram dano ao erário ou, como alega a gestão de João Henrique Caldas (JHC), produziram retorno financeiro capaz de justificar o investimento milionário. A decisão acende um sinal de alerta sobre a transparência dos recursos públicos aplicados em grandes eventos na capital.

A investigação mira diretamente a administração de JHC, que sempre defendeu a festa como um motor para o turismo e a economia local. No entanto, a Justiça quer números concretos: se o dinheiro gasto realmente gerou benefícios ou se foi apenas despesa sem contrapartida. O caso lembra outras situações em que gestores públicos tiveram que explicar gastos vultosos, como o ex-deputado Cunha, que teve R$ 6 milhões bloqueados pelo STF e alegou ‘legítima interlocução política’.

A perícia deve analisar contratos, notas fiscais e relatórios de impacto econômico apresentados pela prefeitura. Enquanto isso, a oposição já repercute o caso, cobrando mais rigor na fiscalização de eventos custeados com dinheiro público. A gestão de JHC, por sua vez, aposta na tese de que a festa gerou empregos e movimentou setores como hotelaria e comércio, mas terá que provar isso nos autos.

O próximo passo é aguardar a conclusão da perícia, que pode resultar em multas, devolução de recursos ou até mesmo ações por improbidade administrativa, caso fique comprovado prejuízo aos cofres públicos. O cenário político em Maceió já começa a se movimentar, com aliados e adversários de olho no desfecho de mais um capítulo da gestão JHC.

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