O presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizaram um encontro descontraído em Nova York, onde brincaram sobre a possibilidade de uma Copa do Mundo entre Estados Unidos e China na próxima edição do torneio. O dirigente máximo do futebol mundial classificou o Mundial de 2026 como histórico e admitiu que discussões sobre a ampliação do número de seleções para 64 estão em pauta.
O encontro ocorreu em um contexto de crescente interesse geopolítico e esportivo, com a Fifa avaliando o impacto da Copa de 2026, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México. Infantino destacou que o torneio, que contará com 48 seleções, já representa um marco, mas a possibilidade de expandir ainda mais o formato para 64 equipes foi mencionada como uma ideia em discussão, embora sem detalhes concretos sobre prazos ou viabilidade.
Panorama político e esportivo
A brincadeira entre Trump e Infantino reflete o entrosamento entre o líder norte-americano e o dirigente, que têm mantido diálogo frequente sobre o futuro do futebol nos Estados Unidos. A sugestão de uma partida entre EUA e China, duas potências econômicas e esportivas, ecoa tensões diplomáticas e comerciais entre os países, mas também sinaliza o potencial do futebol como ferramenta de aproximação. A Fifa, sob a gestão de Infantino, tem buscado expandir o alcance do esporte em mercados estratégicos, e a China é um dos focos de investimento, com planos de sediar a Copa do Mundo de 2030 ou 2034.
O encontro em Nova York ocorre em meio a debates sobre o calendário esportivo global e a pressão de federações nacionais por mais vagas no torneio. A ampliação para 64 seleções, se confirmada, exigiria ajustes logísticos e financeiros significativos, mas Infantino não descartou a ideia, afirmando que a Fifa está aberta a inovações. A brincadeira com Trump, no entanto, não deve ser interpretada como um anúncio oficial, mas como um gesto de boa vontade entre as lideranças.
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