A temporada de convenções partidárias para oficializar as candidaturas à Presidência da República começou nesta segunda-feira (20) com parte das chapas ainda incompletas. Dos cinco principais pré-candidatos ao Palácio do Planalto, Lula (PT), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) já confirmaram seus vices. Ainda há indefinição nas chapas de Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), que intensificam as articulações para tentar fechar alianças antes do fim do prazo.
As convenções podem ser realizadas até 5 de agosto e marcam a etapa em que partidos e federações oficializam candidaturas, definem os candidatos a vice e aprovam alianças para a disputa de outubro. Depois, os nomes devem ser enviados à Justiça Eleitoral para o registro das candidaturas, com prazo até 15 de agosto.
A indefinição da chapa de Flávio Bolsonaro está diretamente ligada às negociações para ampliar sua base de apoio. Na semana passada, o senador voltou a defender que a vaga de vice seja ocupada por uma mulher. A estratégia busca aumentar sua aceitação entre o eleitorado feminino, segmento em que registra menor apoio. “Eu já falei várias vezes: a minha preferência é que seja uma mulher. Estão falando muito o nome da Dani [Daniella Marques, que estava ao lado]. Então, é importante vocês conhecerem, olhando para a frente. Tem uma outra que está atrás da câmera, que vocês não estão vendo, que é Simone Marchetto, que ajudou a gente também a construir esse programa Brasil por Elas”, afirmou o senador durante em live nas redes sociais.
Na última sexta-feira (17), Flávio Bolsonaro conversou com a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP) e sinalizou que gostaria de tê-la como candidata a vice. Segundo apurou o g1, o senador afirmou, porém, que a composição só será possível caso o presidente nacional do Progressistas, o senador Ciro Nogueira (PI), decida apoiar sua candidatura ao Planalto. O apoio do PP a Flávio encontra resistência. Integrantes da cúpula da federação União Progressista — formada por União Brasil e Progressistas — afirmam que o caminho mais provável neste ano é a neutralidade na corrida presidencial. Sem uma aliança nacional, a tendência é que os diretórios estaduais de PP e União Brasil, que formam a federação, tenham liberdade para apoiar o candidato que considerarem mais conveniente.
Em uma tentativa de reverter esse cenário, Flávio participa nesta segunda-feira (20) da convenção estadual da federação em São Paulo. Interlocutores do senador avaliam que a presença funciona como um aceno e uma tentativa de convencer dirigentes do grupo a embarcar na candidatura. Flávio também deve intensificar conversas com lideranças regionais para consolidar apoios.
O panorama político geral indica que, além das indefinições nas chapas, o calendário eleitoral de 2026 já movimenta partidos e federações em todo o país. A definição de candidatos e coligações para as eleições de 2026, que começa oficialmente nesta segunda-feira, é acompanhada de perto por analistas, que destacam a importância das alianças regionais e nacionais para o sucesso das candidaturas. Enquanto Lula, Caiado e Renan Santos já têm seus vices definidos, as negociações em torno de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema prometem se intensificar nas próximas semanas, com impacto direto na configuração da disputa presidencial.
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