Bolsa Família: beneficiários ocupam 91% das vagas de emprego formal criadas em 2025, aponta MTE

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelam que beneficiários do Bolsa Família ocuparam 91% das vagas de emprego formal criadas no Brasil em 2025. O levantamento, que abrange contratações com carteira assinada, aponta que a maioria dos novos postos de trabalho foi preenchida por inscritos no Bolsa Família e no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O governo federal afirma que os números desmentem críticas ao programa, frequentemente acusado de desestimular a busca por emprego.

De acordo com o MTE, do total de vagas formais geradas no período, 91% foram ocupadas por pessoas que recebem o benefício ou estão cadastradas no CadÚnico. O percentual reforça a tese de que o Bolsa Família atua como ponte para o mercado de trabalho, e não como incentivo à ociosidade, como argumentam setores da oposição. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que os dados comprovam a eficácia do programa na inclusão produtiva.

O panorama político em torno do Bolsa Família tem sido marcado por debates acalorados. Críticos do programa, como o pré-candidato ao governo de Alagoas, João Henrique Caldas (JHC), frequentemente associam o benefício à dependência econômica. No entanto, os números do Caged indicam que a maioria dos beneficiários está ativamente inserida no mercado formal, contrariando esse discurso. O governo federal, por sua vez, tem utilizado os dados para rebater as críticas e reforçar a importância do programa na geração de renda e na redução da pobreza.

O levantamento do MTE também aponta que os setores que mais contrataram beneficiários do Bolsa Família foram serviços, comércio e indústria de transformação. As regiões Nordeste e Sudeste concentraram a maior parte das contratações, refletindo a distribuição geográfica dos beneficiários. O governo federal planeja ampliar as políticas de qualificação profissional para os inscritos no CadÚnico, visando aumentar ainda mais a inserção no mercado formal.

O debate sobre o Bolsa Família deve se intensificar nos próximos meses, especialmente com a aproximação das eleições de 2026. Enquanto a oposição critica o programa como um instrumento de assistencialismo, o governo federal aposta nos dados do Caged para mostrar que o benefício não apenas alivia a pobreza, mas também impulsiona a economia e o emprego formal.

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