Investigada pela PF, suposta amante de secretário de Saúde de Alagoas continua recebendo salário na Assembleia Legislativa

A investigação da Polícia Federal na Operação Estágio IV revelou que Andreia Araújo Cavalcante, apontada como suposta amante do secretário de Saúde de Alagoas, continua recebendo salário na Assembleia Legislativa do estado (ALE). Entre fevereiro e junho de 2026, ela recebeu mais de R$ 76 mil líquidos, enquanto pagamentos anteriores desapareceram do sistema consultado pela reportagem. O caso levanta suspeitas sobre a continuidade de vínculos empregatícios irregulares e a transparência dos gastos públicos no Legislativo alagoano.

A Operação Estágio IV, deflagrada pela Polícia Federal, investiga um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em contratos na área da saúde em Alagoas. Andreia Araújo Cavalcante é um dos alvos centrais da investigação, sendo apontada como beneficiária de pagamentos suspeitos. Segundo os dados obtidos, os valores recebidos por ela na ALE somam R$ 76.000,00 líquidos no período de cinco meses, o que representa uma média mensal de R$ 15.200,00. A reportagem não conseguiu localizar registros de pagamentos anteriores a fevereiro de 2026, o que sugere possível ocultação de informações ou falhas no sistema de transparência da Casa.

O panorama político em Alagoas é marcado por tensões entre os poderes Executivo e Legislativo, especialmente após as revelações da Operação Estágio IV. O secretário de Saúde, que não teve o nome divulgado pela reportagem original, é alvo de investigações que apontam para um suposto esquema de favorecimento pessoal e desvio de verbas públicas. A continuidade do salário de Andreia Araújo Cavalcante na ALE, mesmo sob suspeita, levanta questionamentos sobre a independência do Legislativo e a efetividade dos mecanismos de controle interno. A situação é agravada pelo fato de que a Assembleia Legislativa não se manifestou oficialmente sobre o caso, o que alimenta a desconfiança da população e da imprensa.

Para contextualizar o cenário, outras investigações recentes no estado reforçam a gravidade do problema. A suposta amante de secretário de Saúde de Alagoas continua recebendo salário na Assembleia Legislativa, aponta investigação, enquanto um relatório da PF revela luxo e transferências financeiras para suposta amante de secretário investigado. Além disso, a Operação da Polícia Civil investiga servidores por suspeita de fraude em contratos do São João no Recife, e a empresa que construiu hospital usado como vitrine eleitoral pagava suposta amante de secretário, aponta PF. Esses casos indicam um padrão de possíveis irregularidades que envolvem agentes públicos e privados em diferentes esferas, comprometendo a credibilidade das instituições e a aplicação dos recursos públicos.

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