Dívida de R$ 50,8 milhões da Prefeitura de Maceió pode colapsar coleta de lixo; Defensoria aciona Justiça

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas ajuizou ação judicial contra a Prefeitura de Maceió para cobrar o pagamento de uma dívida de R$ 50,8 milhões com a empresa responsável pela coleta de lixo na capital. O montante, acumulado ao longo dos últimos meses, coloca em risco a continuidade do serviço essencial de limpeza urbana, que pode entrar em colapso caso o débito não seja quitado. A informação foi divulgada pelo Jornal Extra de Alagoas.

A ação da Defensoria busca garantir que a Prefeitura de Maceió honre seus compromissos financeiros com a concessionária que opera o sistema de coleta de resíduos sólidos. Segundo o órgão, a falta de pagamento já gerou atrasos e ameaças de paralisação, o que agravaria a situação sanitária e ambiental da cidade, especialmente em bairros periféricos e áreas de maior vulnerabilidade social.

Impacto na saúde pública e no meio ambiente

A paralisação da coleta de lixo em Maceió teria consequências graves para a população. O acúmulo de resíduos nas ruas pode provocar a proliferação de vetores de doenças, como ratos, baratas e mosquitos, além de aumentar o risco de enchentes e contaminação do solo e da água. A Defensoria alerta que a situação é crítica e exige solução urgente para evitar danos irreversíveis à saúde pública e ao meio ambiente.

Panorama político e administrativo

A dívida milionária expõe a fragilidade fiscal da Prefeitura de Maceió, que enfrenta dificuldades para equilibrar as contas e manter serviços básicos. O caso ganha relevância em meio ao cenário político local, onde a gestão municipal é alvo de críticas pela falta de transparência e eficiência na aplicação dos recursos públicos. A ação da Defensoria representa mais um capítulo na tensão entre o poder público e as empresas contratadas para prestar serviços essenciais à população.

A expectativa é que a Justiça determine o bloqueio de valores ou a adoção de medidas coercitivas para garantir o pagamento da dívida. Enquanto isso, a população de Maceió permanece refém da incerteza sobre a continuidade da coleta de lixo, um serviço básico que impacta diretamente a qualidade de vida de mais de 1 milhão de habitantes.

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