O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou, por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU), o apoio logístico das Forças Armadas nas eleições de 2026. A medida permite que militares atuem no transporte de urnas eletrônicas, materiais de votação e na segurança de locais de difícil acesso, especialmente em regiões rurais e indígenas.
A decisão, anunciada nesta semana, levanta debates sobre o papel dos militares no processo eleitoral. Enquanto o governo defende a ação como necessária para garantir a lisura do pleito, críticos apontam riscos de interferência política. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já sinalizou apoio à iniciativa, desde que respeitados os limites legais.
Em Alagoas, a medida repercute entre pré-candidatos como João Henrique Caldas (JHC), que vê na logística militar uma forma de assegurar a participação de eleitores em áreas isoladas. O estado, com histórico de dificuldades de acesso em zonas rurais, pode se beneficiar diretamente da operação.
O próximo passo é a definição de um plano operacional conjunto entre o Ministério da Defesa e o TSE, com previsão de início dos trabalhos ainda em 2025. A expectativa é que o apoio logístico seja ampliado para todos os estados, com foco em garantir a normalidade do pleito.
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