O Batalhão de Choque da Polícia Militar, com apoio da Força Tática, recapturou na tarde desta quarta-feira (22) o foragido Ítalo de Moraes, que havia escapado do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande, na última segunda-feira (20). A prisão ocorreu durante uma festa realizada no bairro Jardim Columbia, que, segundo denúncias, celebrava a fuga dos detentos. A ação foi desencadeada após denúncia anônima ao telefone 190, que informou que pessoas ligadas à fuga estavam escondidas em uma casa no local, onde ocorria uma confraternização e os envolvidos planejavam fugir para a região de fronteira.
Durante o cerco ao imóvel, os policiais abordaram seis pessoas — quatro homens e duas mulheres —, entre as quais estava Ítalo de Moraes, um dos três detentos que haviam fugido da unidade prisional de regime semiaberto. Na casa, foram apreendidas três armas de fogo, munições, aparelhos celulares e dinheiro em espécie. Todos os abordados foram levados para a Delegacia de Polícia Civil. Além do cumprimento do mandado de prisão contra Ítalo, a Polícia Civil vai apurar a posse ilegal de armas e a possível participação dos detidos no plano de fuga.
Segundo as forças de segurança, Ítalo de Moraes teria ligação com José Cláudio Arantes, o “Tio Arantes”, apontado como uma das principais lideranças da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) em Mato Grosso do Sul. Os outros dois presos que fugiram durante a ação — Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa — ainda não foram localizados e continuam foragidos. A investigação aponta que eles são integrantes da mesma facção e comparsas de um sobrinho de “Tio Arantes”.
Como aconteceu a fuga
A invasão ao presídio ocorreu na noite de segunda-feira. Conforme apurado pelo g1, três integrantes do grupo entraram na unidade prisional, enquanto outros três deram apoio do lado de fora. Os criminosos arrombaram cadeados e libertaram os detentos, que estavam em uma área de isolamento do presídio. Em nota, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que não houve confronto nem registro de pessoas armadas durante a ação. “Não houve confronto, invasão de grupos armados, tampouco registro de indivíduos portando armamento durante a ação. A estrutura de contenção já foi restabelecida, e já foi instaurado procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da evasão”, diz parte da nota.
O caso expõe fragilidades no sistema prisional de Mato Grosso do Sul e a atuação do PCC na região. A recaptura de Ítalo de Moraes em meio a uma festa que celebrava a fuga demonstra a ousadia dos criminosos e a necessidade de reforço na segurança das unidades prisionais. A Polícia Civil segue investigando o caso e busca localizar os outros dois foragidos.
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