Aliados de Lula usam autorização do STF para investigar caso ‘Dark Horse’ e atacam Flávio Bolsonaro

Aliados do presidente Lula (PT) passaram a explorar politicamente, em publicações nas redes sociais nesta quinta-feira (23), a autorização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça para a Polícia Federal investigar o caso ‘Dark Horse’, nome do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e fazem ataques ao senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A autorização de Mendonça, divulgada na quarta-feira (22), permite que a PF apure o suposto uso de dinheiro de Vorcaro — empresário ligado a Flávio Bolsonaro — na produção do filme ‘Dark Horse’, que aborda a trajetória política de Jair Bolsonaro. O caso ganhou repercussão após reportagens indicarem que recursos de origem suspeita teriam sido canalizados para o projeto audiovisual, levantando questionamentos sobre possíveis irregularidades financeiras.

Nas redes sociais, perfis alinhados ao governo Lula compartilharam a notícia com críticas diretas a Flávio Bolsonaro, associando-o a esquemas de desvio de dinheiro público. A estratégia visa desgastar a imagem do senador, que é um dos principais nomes da oposição e pré-candidato à Presidência em 2026, em um momento de intensa disputa política. O caso ‘Dark Horse’ já havia sido alvo de controvérsias anteriores, mas a autorização de Mendonça dá novo fôlego às investigações.

O panorama político geral é marcado por uma polarização crescente entre o campo governista e a oposição bolsonarista. Enquanto Lula busca consolidar sua base e enfraquecer adversários, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro tentam minimizar o impacto das investigações, classificando-as como perseguição política. O caso ‘Dark Horse’ se soma a outras investigações em andamento contra figuras do bolsonarismo, como os inquéritos sobre milícias digitais e atos antidemocráticos.

Até o momento, Flávio Bolsonaro não se manifestou oficialmente sobre a autorização de Mendonça. Já o empresário Vorcaro, que já foi alvo de operações da PF em investigações anteriores, nega qualquer irregularidade. A PF ainda não detalhou os próximos passos da investigação, que deve incluir análise de documentos e oitiva de testemunhas.

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