O Ministério Público do Acre (MP-AC) denunciou à Justiça treze pessoas por envolvimento com uma organização criminosa, conforme apuração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A denúncia, decorrente da Operação Alvorada – que prendeu sete suspeitos em junho deste ano –, aponta que os alvos exerciam funções na estrutura da facção Comando Vermelho nos municípios de Rio Branco e Sena Madureira.
Segundo o MP-AC, a lista de crimes do grupo inclui tráfico de drogas, arrecadação de valores da facção, controle territorial e coordenação de integrantes em Sena Madureira. A investigação, que se baseou em dados extraídos de celulares dos suspeitos, identificou líderes da facção, um responsável pela coordenação de um bairro e outro integrante do chamado “conselho rotativo” do grupo criminoso.
Pedidos de aumento de pena e destinação de bens
O MP-AC também requereu o reconhecimento de causas de aumento de pena para o crime de organização criminosa, diante de elementos que apontam o emprego de armas de fogo pela facção, a utilização de adolescentes em suas atividades e a manutenção de vínculos com outras organizações criminosas independentes. Além disso, o órgão ministerial pediu a destinação de bens dos investigados em favor do Estado e manifestou-se pela manutenção das prisões preventivas dos sete suspeitos presos no mês passado.
Conforme a instituição, os investigados apresentam elevada periculosidade concreta e atuariam em favor da organização criminosa no Acre, havendo risco à instrução criminal e à integridade física de testemunhas e vítimas em caso de soltura.
Operação Alvorada e panorama geral
À época da operação, segundo o coordenador adjunto do Gaeco, promotor Júlio Cesar Medeiros, também foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra cinco pessoas que já estavam no presídio Evaristo Moraes, em Sena Madureira. “Foram 12 prisões preventivas de pessoas que eram do Comando Vermelho. Foram apreendidos entorpecentes, dinheiro, e aparelhos celulares”, afirmou. Os alvos são suspeitos de fazerem repasses financeiros e distribuição de drogas em nome da facção.
O caso insere-se em um contexto mais amplo de conflitos entre facções criminosas, apontados como principal motivação de homicídios no Acre, conforme revelou estudo recente. A denúncia agora segue para análise do Poder Judiciário, que decidirá se acolhe e dá sequência à ação penal ou se rejeita e extingue o processo.
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